Coronavírus: laboratórios limitam teste para evitar que acabe

Recomendação é que exames sejam feitos apenas em pacientes que estão internados com quadro grave ou moderado

A grande procura por testes para diagnosticar novo coronavírus levou redes de laboratório privadas a restringirem o acesso a exames.

A recomendação atual é que sejam realizados testes apenas em pacientes internados com quadro grave ou moderado, nos que apresentam comorbidades crônicas e em profissionais de saúde.

“Estamos em um momento que é necessário priorizar as pessoas que estão em tratamento e os profissionais de saúde, que precisam estar aptos ao trabalho”, informou o diretor médico do Grupo Dasa, Gustavo Campana.

Em Brasília, o grupo é responsável pelos laboratórios Exame. A empresa é uma das maiores do país e concentra 40 redes de laboratórios com cerca de 800 unidades.

A partir de secreções coletadas da garganta e do nariz do paciente, o teste compara as informações das amostras com o sequenciamento genético do novo coronavírus. Atualmente, os reagentes para a realização dos exames são importados e, para prevenir o desabastecimento, foi necessário fazer restrições.

“Já negociamos com fornecedores para recebermos mais. No entanto, não sabemos como evoluirá a situação nacional em relação ao alcance da epidemia”, afirma Campana.

Alinhado às recomendações do Ministério da Saúde, o representante do Grupo Dasa sugere que pessoas com sintomas leves evitem sobrecarregar os sistemas público e privado de saúde e não façam exames desnecessários.

O laboratório Sabin informa que os exames estão sendo feitos nos hospitais para pacientes internados e em atendimento no pronto-socorro. A rede realiza coleta em domicílio desde que os pacientes apresentem pedido médico e estejam sintomáticos (com tosse, febre e falta de ar).