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Mais de 700 mil famílias beneficiadas pelos programas sociais do GDF

Por meio do Cartão Creche, por exemplo, o GDF já investiu aproximadamente R$ 10 milhões, reduzindo pela metade a fila de espera por vagas

atualizado 25/11/2021 22:10

Oferecer mais qualidade de vida à população de baixa renda da capital federal é uma das prioridades do Governo do Distrito Federal (GDF), que investe em vários programas sociais. Um deles é o Cartão Creche, em que o Executivo já injetou aproximadamente R$ 10 milhões, reduzindo em mais de 50% a fila de espera por uma vaga na rede pública. Atualmente, são mais de 27 mil crianças matriculadas em 45 creches geridas pela rede pública e em outras 63 instituições parceiras.

Mãe do pequeno Antony, de 3 anos, Patrícia Cardoso é contemplada com o benefício desde janeiro deste ano. Moradora de Santa Maria, ela recebe R$ 800 por mês para garantir que o menino tenha acesso a uma educação de qualidade. “Fiquei muito feliz ao receber esse dinheiro do GDF. Para ele, só tenho gratidão, porque chegou em boa hora. A gente mora de aluguel e não tinha como pagar uma pessoa para ficar com o Antony nem para pagar uma escola. Eu me recordo que já faltei ao serviço alguns dias para cuidar do meu filho. Esse benefício paga a mensalidade, comida, lanche, banho e janta para ele. Todo mês, vou à creche dele e passo o cartão”, conta a vendedora.

O Cartão Creche é um meio eletrônico disponibilizado para o pagamento mensal a uma instituição educacional privada. Os beneficiários do cartão devem ser crianças de 0 a 3 anos de idade inscritas no cadastro de solicitação de vagas das creches das Coordenações Regionais de Ensino (CRE). As inscrições podem ser feitas por meio de contato telefônico com a Central 156.

Outros benefícios

Além do cartão, o GDF dispõe de outras iniciativas para atender a parcela mais necessitada da população, principalmente neste período de graves impactos econômicos provocados pela pandemia de Covid-19. Mais de 700 mil famílias são beneficiadas atualmente pelos programas sociais do GDF. Entre eles, destaca-se o Cartão Prato Cheio, que oferece R$ 250 mensais, válido por seis meses, aos selecionados pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). Com ele, os contemplados podem comprar alimentos na função débito em estabelecimentos credenciados.

Josiane Gonçalves tem quatro filhos e afirma que o benefício veio num momento de bastante dificuldades. “Eu e meu marido estamos desempregados, vivendo praticamente de bicos, e as coisas estão muito caras. Receber esse cartão do governo tem ajudado a colocar comida na mesa para nossos filhos”, ressalta. 

Para fazer jus ao cartão, as pessoas devem ter renda familiar igual ou inferior a meio salário mínimo por pessoa, morar no Distrito Federal e estar inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) ou Sistema Integrado de Desenvolvimento da Sedes. Famílias chefiadas por mulheres com crianças de até 6 anos, pessoas com deficiência, idosos e quem esteja em processo de saída da rua têm prioridade. O investimento para o programa até agora é de R$ 9.447.500.

Em outra frente, com o preço do gás elevado, o GDF também auxilia as famílias com R$ 100 bimestrais para aquisição de botijões de 13 kg. O benefício atende cerca de 70 mil famílias em situação de vulnerabilidade social.

É necessário, para receber o auxílio, estar inscrito no CadÚnico, apresentar renda familiar per capita de até meio salário mínimo (R$ 550), ter 16 anos de idade ou mais e morar no DF. O programa tem previsão para durar 18 meses. Aqueles que se encaixam nos requisitos, podem fazer o cadastro no site do Banco de Brasília (BRB).

Restaurantes comunitários

A vendedora Luana Leite conta que almoça todos os dias nos restaurantes comunitários, principalmente do Recanto das Emas, para economizar. “Eu acho essa iniciativa maravilhosa, é uma válvula de escape para mim e para minha família, pois não podemos gastar muito. Também sei que existe muita gente que vai lá por não ter o que comer”, acrescenta.

A refeição servida nos 14 restaurantes comunitários do DF custa R$ 1, sendo que as unidades de Brazlândia, São Sebastião, Sol Nascente, Ceilândia Centro, Estrutural, Samambaia e Paranoá vendem o café da manhã a R$ 0,50. A alimentação é elaborada por funcionários da empresa contratada, contando com planejamento e monitoramento de uma equipe da Sedes para assegurar uma alimentação balanceada.

Além disso, desde julho do ano passado, os restaurantes comunitários fornecem refeições gratuitamente para pessoas em situação de rua. Uma forma que o GDF encontrou para amenizar os impactos da pandemia para esse público.

Saiba onde encontrar os 14 restaurantes comunitários neste link.

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