Banco da Amazônia encerra COP30 com novos fundos de investimento

Instituição consolidou posição como principal agente financeiro da região em agenda com 52 eventos e lançamento de tecnologias sociais

Jaqueline Costa
Fotografia colorida mostrando Estande do Banco da Amazônia na Green Zone-Metrópoles
1 de 1 Fotografia colorida mostrando Estande do Banco da Amazônia na Green Zone-Metrópoles - Foto: Jaqueline Costa

atualizado

metropoles.com

O Banco da Amazônia encerrou a participação na COP30 consolidando-se como um polo de debates estratégicos e lançamentos voltados à integração da floresta à nova economia global. Entre os dias 10 e 21 de novembro, o pavilhão da instituição na Green Zone recebeu cerca de 30 mil pessoas e foi palco de 52 eventos, reunindo 126 painelistas — entre executivos, especialistas, ambientalistas e ministros — para discutir temas que foram da bioeconomia à pecuária verde.

Além dos grandes números, o balanço da COP30 destacou a inclusão na ponta. O lançamento da “Maquininha Verdinha” e do “Cartão Verdinho” marcou o compromisso com a cidadania financeira. A iniciativa visa, entre outras coisas, a integrar a população à economia formal, permitindo que o desenvolvimento e o cuidado com o território caminhem juntos.

A pauta social teve destaque com o foco na liderança feminina. Participando do hub “Mulheres Inspiradoras”, a diretoria do banco, representada pela diretora comercial Joana Lima e pela gerente Ruth Helena Lima, reforçou o apoio ao empreendedorismo da mulher amazônida, destacando programas como o “Basa Acredita para Elas“, que oferece condições especiais de taxas e prazos.

E a agenda não ficou restrita aos eventos proprietários na Green Zone (foto), os representantes do banco foram convidados a participar de diferentes painéis promovidos por organizações como CNT, CNI, Consórcio Interestadual Amazônia Legal, Fiepa e Governo do Brasil que debateram temas como logística, economia circular, bioeconomia e finanças sustentáveis.

Em todos eles, o ponto comum foi a expertise da instituição no financiamento sustentável na região, abordando desafios como as dificuldades de acesso a comunidades mais distantes dos centros urbanos e de garantias para conseguir financiamentos.

Nesse sentido, o diretor de Crédito do Banco da Amazônia Roberto Schwartz pontuou que a atividade econômica na região é necessária, mas ela não pode exercer pressão adicional sobre a floresta. “O fomento deve ser um indutor de práticas sustentáveis. Para isso, adotamos padrões rigorosos para a liberação de crédito, alinhados às melhores práticas internacionais.”

O banco também atuou como produtor de conhecimento, apresentando estudos inéditos.

Um levantamento da Universidade Federal de Viçosa (UFV) comprovou o impacto positivo do Fundo Constitucional (FNO) no emprego e na redução do desmatamento.

Olhando para o mercado externo, foi lançado em parceria com o Instituto Brasil-África um estudo sobre o potencial de exportação de produtos amazônicos para países africanos.

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