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Para te ajudar a crescer na carreira – tanto em qualidade de vida quanto em lucro e produtividade –, Leiza Oliveira, especialista em carreiras da Minds Idiomas, gestora de mais de mil funcionários e responsável por orientar cerca de 15 mil jovens, preparou dicas infalíveis.

Segundo Leiza, por mais que uma empresa dê a abertura necessária para o crescimento individual e coletivo dos seus membros, há alguns comportamentos que podem estar impedindo o funcionário (a) de crescer – e às vezes o trabalhador nem percebe. Por isso, fique atento às dicas da especialista.

Foco apenas na parte técnica
Quanto mais um indivíduo “sobe” de cargo maior a capacidade exigida dele de ouvir os demais, reportar as decisões e ser como um pilar entre a diretoria e os colaboradores. Saber ouvir, ser prestativo, ter respeito e aceitar as pessoas que pensam diferente de você não tem a ver com capacidade técnica e operacional. Logo, de nada adianta custear cursos caros de aperfeiçoamento prático, se o trabalhador não buscar o autoconhecimento.

Para mudar esse comportamento, pergunte aos seus pares como eles te enxergam como profissional e quais os seus defeitos e qualidades no dia a dia. Neutralize esses comportamentos negativos. Caso não consiga sozinho (a), busque auxílio de um profissional.

Cuidado com a síndrome do não vale a pena
Muitos acham que não vale a pena entregar atividades diferentes e/ou ideias novas em troca do que a empresa está oferecendo. Seja em termos de salário e/ou cursos custeados pela companhia.

Lembre-se de que o empregador e os gestores enxergam além da rotina diária, pois são responsáveis por olhar o grupo organizacional a longo prazo. O que parece não valer a pena hoje pode viabilizar uma colocação melhor no futuro.

Não é clichê: perfeccionismo pode arruinar sua carreira
Na maioria das entrevistas de emprego, quando o recrutador questiona qual o defeito dos candidatos, a maioria responde o perfeccionismo. Isso acontece porque muitos acreditam que a empresa interpretará o defeito como algo positivo. Entretanto, na era atual, onde o digital impera e o indivíduo precisa estar antenado e saber fazer atividades que vão além do estritamente necessário, o perfeccionismo pode ser sinônimo de atraso. De nada adianta executar uma tarefa com primor e não cumprir prazos ou considerar a sua maneira de concluir as atividades a única certa.

Mesmo que você pratique com perfeccionismo todas as tarefas, no prazo, a empresa pode vê-lo como alguém insubstituível para aquele cargo e, assim, não mudar sua função e\ou colocação profissional. A dica aqui para alterar esse comportamento é: seja criativo! Inove! Aprenda algo novo todos os dias.

Segurar conhecimento\informação
Muitas pessoas, por medo de perder o prestigio empresarial, não dividem os conhecimentos adquiridos na empresa com os colegas. Essa atitude é uma faca de dois gumes, pois além de o profissional não aprender algo novo (visto que a troca com o outro gera novas ideias), também é visto como inseguro e\ou prepotente. Esses aspectos comportamentais são os maiores motivadores de cortes de funcionários.

Não dividir os bônus
Há pessoas que dividem os ônus, os problemas com os colegas, culpam os outros por erros que evitavelmente acontecem no ambiente de trabalho por medo de assumir alguma falha. No entanto, pior que ser um “reclamão” no ambiente laboral é não saber dar os créditos aos parceiros. Muitas vezes, tarefas executadas com sucesso por uma equipe são propagadas como feita apenas por uma pessoa, não condizendo assim com a realidade. Lembre-se: crescemos unidos, jamais sozinhos (a).

 

 

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