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Você já imaginou fazer um curso de autoconhecimento capaz de resgatar sua energia, empolgação e seu foco com a carreira? É esta a proposta do coaching Raphael Costa, que estará em Brasília entre os dias 9 e 11 de novembro, no Brasília Hotel Carlton.

Ele costumava se sustentar vendendo frutas nas paradas de ônibus e agora oferece um programa de imersão com treinamento pessoal e profissional. Segundo Costa, seu trabalho é voltado para aqueles que “perderam o apetite pelo crescimento profissional”.

Raphael conta que é comum encontrar profissionais “numa onda pessimista” dentro das empresas. “Curiosamente, as pessoas falam bastante sobre o que está errado ou ruim, seja no país, na cidade, na empresa ou até em outras pessoas, mas não procuram ver o lado positivo e resgatar o que pode ser transformado.”

O Metrópoles bateu um papo com o treinador sobre empreendedorismo, carreira e desemprego. Confira:

Você acredita que vale a pena deixar a iniciativa privada para empreender? Quais cuidados deve-se tomar?

Acredito que vale a pena você encontrar propósito naquilo que faz e acredito também que é de extrema importância, até mesmo para dar sentido à vida, crescer e se desenvolver. Muitas vezes o contexto profissional requer da pessoa que ela empreenda, ou para fazer algo da sua forma, com a sua essência. Mas vale lembrar que a carreira privada oferece grandes possibilidades de crescimento e realização.

O grande cuidado é saber a diferença entre ser um empreendedor e um empresário, ou seja, gestor de uma empresa. O empreendedor é o visionário ou visionária, possui uma ideia e quer levá-la adiante. Para começar, isso basta. Porém, toda grande ideia que vingou foi subsidiada por uma organização, uma empresa, que é basicamente uma forma organizada e planejada de viabilizar que a ideia sirva às pessoas e, ao mesmo tempo, gere lucro.

As grandes falhas ao empreender são: não saber exatamente o que vender e como vender e entender qual será a estratégia financeira. Saber qual o custo fixo, qual será a margem de lucro e, por fim, um dos fatores que mais quebra empresas, o fluxo de caixa. Assim, valorizar a ideia a ser empreendida é tão importante quanto entender sobre gestão de empresa. Indico o Sebrae para iniciantes e para os que já estão no caminho, buscar consultoria especializada.

Existe o melhor momento para pedir um aumento na empresa? Se sim, qual é?

No momento que o profissional tem evidências para acreditar que ele se destaca em sua função, a maioria ou ninguém mais é capaz de fazer o que ele faz, até mesmo quando ele tem algum nível de certeza que lá fora o mercado paga mais para profissionais na mesma função que ele ou até no mesmo nível de entrega que ele.

Agora, existe uma forma de pedir aumento pouco usual, pois a maioria pede aumento simplesmente porque quer. Poucas são as vezes que o profissional enxerga meios de entregar mais valor para empresa do que vem entregando, como assumir determinadas tarefas ou atuar em projetos mais significativos que gerem mais retorno para a empresa, então ele se dispõe a fazê-los e, para isso, pede um aumento, ou seja ele não está pedindo um aumento, mas está sugerindo um investimento por parte da empresa. O que pode parecer mais conveniente e atrativo para os diretores.

O Brasil conta hoje com mais de 13 milhões de pessoas desempregadas, diante disso, qual é a dica para sair dessa situação?

É importante perceber que, nos últimos 3 anos e meio, o empreendedorismo por necessidade, termo usado pelo Sebrae, saltou de 29%, em 2014, para 43% em 2015, o que mostra que muitos desempregados estão buscando, e acredito que muitos conseguindo, renda com o pequeno empreendedorismo. São 11,1 milhões de novos empreendimentos nos últimos anos.

Bom, a dica é na verdade uma estratégia, baseada, inclusive, em uma das competências emocionais mais importantes que desenvolvo com meus alunos em meu seminário de imersão, que é a habilidade da flexibilidade. Ou seja, em vez de buscarmos “sair dessa situação”, a ideia é como se adaptar a ela e tirar vantagem disso. Essa pode ser a melhor “saída.

Enquanto o nível de desemprego não baixa, é preciso que empreendamos, mesmo que seja na empresa privada. Precisamos gerar valor de uma formas diferentes, levar soluções diferentes, ou pelo menos formas diferentes, investir no nosso desenvolvimento psicoemocional, nos tornarmos mais criativos e até mais ousados.

Se continuarmos sendo o mesmo profissional e ficarmos parados, apenas esperando voltar ao mercado de trabalho ou ter a mesma empresa esperando que os clientes voltem a comprar, as chances sem dúvida diminuem.

Desta maneira, finalizo o pensamento com uma frase que ouvi certa vez de alguém que não me lembro: “Quer um emprego? Crie um!” Ou seja, olhe à sua volta, perceba as suas habilidades e aprenda a se fazer necessário no contexto que você está, sabendo que não será fazendo o básico e o fácil, mas sendo extraordinário.

Serviço
Programa de Imersão com Raphael Costa

Data: 9, 10 e 11 de novembro de 2018 
Local: Hotel Carlton – Setor Hoteleiro Sul Q. 5 Bloco G – Asa Sul
Inscrição: www.ibmastercoaching.com.br/metodoimersao