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Participante de Casamento às Cegas 50+ quebra tabus sobre sexo oral
Em um momento do reality Casamento às Cegas 50+, uma mulher revelou ser fã de sexo oral, o que chocou outras participantes
atualizado
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A quinta temporada de Casamento às Cegas Brasil estreou no começo de setembro, na Netflix. Intitulada Nunca é Tarde, a edição reúne solteiros acima de 50 anos em busca de um novo amor. Em meio a muitos casais formados e reviravoltas inesperadas, uma participante causou burburinho entre as colegas de programa ao revelar praticar sexo oral, inclusive nos momentos de intimidade no confinamento. Aidê Torres, que tem 60 anos, formou casal com Edmilson Assis. Ambos demonstraram ter bastante sintonia e química durante a experiência na atração.
Em uma conversa com outras mulheres na fase de lua de mel, ela revelou ter feito sexo oral com o companheiro, o que deixou as outras participantes chocadas.
Apesar de ter sido julgada por algumas colegas de programa, como Lica, Aidê demonstra a importância de vivenciar a sexualidade em toda plenitude, independentemente da idade.
A sexóloga e terapeuta de casais Ana Paula Nascimento destacou que ter uma vida sexual ativa é essencial, e isso inclui a prática de oral. “A sexualidade não é só sobre prazer, é saúde! Estimula hormônios que melhoram o humor, o sono, a memória e até a imunidade”, defende. “Para quem está em uma relação, o sexo é um poderoso elo de intimidade, cumplicidade e afeto. Para quem está só, é também um espaço de autoconhecimento e liberdade”, prossegue.
Ana Paula destaca ainda que pessoas que vivem sua sexualidade de forma ativa e saudável tendem a lidar melhor com as mudanças da maturidade (como menopausa e andropausa). “Ou seja: depois dos 50, o sexo não é luxo. É autocuidado, é presença no corpo, é saúde integral”, reforça.
Quebrar o tabu sobre o sexo oral é necessário
Para Ana Paula, é preciso quebrar os tabus e falar o quanto o sexo oral é essencial, tanto para o homem quanto para a mulher. “O sexo oral é uma prática que dá acesso a prazer sem depender apenas da penetração — fundamental para ampliar a visão de sexualidade”, diz.
“Enquanto o assunto for cercado de vergonha, culpa e silêncio, as pessoas deixam de explorar uma forma saudável e potente de intimidade”, explica. Para ela, falar sobre isso ajuda jovens a entenderem respeito, consentimento e higiene; e ajuda adultos a redescobrirem formas de prazer que se adequam a cada fase da vida.”
Ana Paula acrescenta, por fim, que o sexo oral não é “menos” sexo. Ele é expressão de afeto, cuidado, entrega e pode ser uma das experiências mais intensas de prazer e conexão.
























