Pouca vergonha

Menos casual, mais consciente: descubra o que a gen Z gosta no sexo

Estudo revela queda no sexo com álcool, busca por conexão real e uso crescente de IA para tirar dúvidas íntimas

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Getty Images
foto colorida de casal de amigos
1 de 1 foto colorida de casal de amigos - Foto: Getty Images

A forma como as pessoas encaram o sexo já dá sinais claros de transformação há alguns anos. Ainda embalados pelas resoluções de Ano-Novo, muitos seguem tentando redefinir sua relação com a intimidade apostando no celibato, buscando relações mais conscientes, explorando o próprio prazer com mais profundidade ou simplesmente se permitindo viver novas experiências com menos culpa e mais abertura.

Um levantamento recente da empresa de sex toys Lovehoney mostra que essas mudanças não são apenas pontuais, mas refletem um movimento cultural mais amplo. Segundo o relatório, a combinação entre a experimentação da geração Z com o celibato e o impacto da crise do custo de vida tem levado a uma reconfiguração das prioridades afetivas e sexuais.

Menos casual, mais consciente: descubra o que a gen Z gosta no sexo - destaque galeria
5 imagens
Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
1 de 5

O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Getty Images
Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
2 de 5

Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar

Getty Images
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
3 de 5

O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono

Getty Images
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
4 de 5

É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade

Getty Images
No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
5 de 5

No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança

Getty Images

Em vez de encontros casuais impulsivos, cresce o interesse por conexões mais significativas, baseadas em diálogo, consentimento e disponibilidade emocional. Entre jovens de 18 a 24 anos, essa mudança aparece de forma ainda mais evidente. 

O estudo indica uma redução no sexo associado ao consumo de álcool — prática historicamente comum em contextos de socialização. Apenas 17% afirmam ter relações sob efeito de bebida com frequência, enquanto 46% dizem nunca ter feito sexo nessas condições. O dado sugere uma geração mais atenta aos próprios limites e mais preocupada com a qualidade das experiências do que com a quantidade.

Outro aspecto que chama atenção é o avanço das chamadas “informações digitais” no campo da sexualidade. Diante de filas de espera para atendimento psicológico e do alto custo de sessões particulares, parte da população tem recorrido a ferramentas de inteligência artificial para esclarecer dúvidas íntimas. Temas como masturbação, fetiches, fantasias, desempenho sexual, ISTs e disfunção erétil estão entre os mais buscados.

sexo/prazer
Gen Z prefere fazer sexo sem influência de álcool, por exemplo

Apesar disso, o contato humano ainda é visto como insubstituível por muitos. O levantamento mostra que 43% das pessoas preferem conversar diretamente com alguém — seja um profissional ou parceiro — quando o assunto envolve sexualidade.

Ainda assim, plataformas como o ChatGPT aparecem com frequência como alternativa rápida e acessível para orientações iniciais, especialmente entre os mais jovens.

A IA pode impactar a forma como a gen Z faz sexo?

Especialistas, no entanto, fazem ressalvas importantes sobre esse comportamento. A neuropsicóloga Leninha Wagner destaca que, embora a inteligência artificial possa oferecer respostas organizadas e até empáticas, existe uma limitação estrutural difícil de contornar. “Não há sujeito do outro lado. Não há transferência genuína, não há um olhar que se sustente, nem o silêncio vivo que acolhe”, explica. Segundo ela, a psicoterapia — em abordagens cognitivas, humanistas ou psicanalíticas — depende da construção de um vínculo real, algo que a tecnologia não consegue reproduzir plenamente.

A especialista compara essa substituição a uma analogia simples: “É como tentar trocar o calor do sol por uma lâmpada. Pode iluminar, mas não aquece”. A fala reforça um ponto central do debate atual: até que ponto a praticidade digital pode substituir experiências humanas profundas, especialmente quando se trata de desejo, afeto e vulnerabilidade.

Menos casual, mais consciente: descubra o que a gen Z gosta no sexo - destaque galeria
8 imagens
O uso de camisinhas previne, além de gravidez, diversas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)
A atividade sexual deve ser prazerosa em todas as etapas da vida
Cuidar da saúde sexual é importante para o bem-estar mental, psicológico e emocional
Diariamente, a Pouca Vergonha, coluna de sexo do <b>Metrópoles</b>, traz dicas para melhorar sua vida sexual
Pessoas sexualmente ativas devem fazer exames médicos periodicamente para assegurar a saúde
O bem-estar sexual é considerado um dos pilares da boa saúde pela OMS
1 de 8

O bem-estar sexual é considerado um dos pilares da boa saúde pela OMS

Getty Images
O uso de camisinhas previne, além de gravidez, diversas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)
2 de 8

O uso de camisinhas previne, além de gravidez, diversas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

A atividade sexual deve ser prazerosa em todas as etapas da vida
3 de 8

A atividade sexual deve ser prazerosa em todas as etapas da vida

Reprodução
Cuidar da saúde sexual é importante para o bem-estar mental, psicológico e emocional
4 de 8

Cuidar da saúde sexual é importante para o bem-estar mental, psicológico e emocional

Getty Images
Diariamente, a Pouca Vergonha, coluna de sexo do <b>Metrópoles</b>, traz dicas para melhorar sua vida sexual
5 de 8

Diariamente, a Pouca Vergonha, coluna de sexo do Metrópoles, traz dicas para melhorar sua vida sexual

Getty Images
Pessoas sexualmente ativas devem fazer exames médicos periodicamente para assegurar a saúde
6 de 8

Pessoas sexualmente ativas devem fazer exames médicos periodicamente para assegurar a saúde

Getty Images
Brasileiro inicia vida sexual aos 18 anos e tem, em média, 10 parceiros na vida, indica pesquisa conduzida pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
7 de 8

Brasileiro inicia vida sexual aos 18 anos e tem, em média, 10 parceiros na vida, indica pesquisa conduzida pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

Getty Images
O sexo é considerado uma atividade física
8 de 8

O sexo é considerado uma atividade física

Getty Images

Paralelamente, o estudo também aponta para uma tendência crescente de integrar a sexualidade às práticas de bem-estar. Cada vez mais, sexo e masturbação deixam de ser vistos apenas como fontes de prazer momentâneo e passam a ocupar um espaço dentro das rotinas de autocuidado. A relação com o próprio corpo ganha uma dimensão mais consciente e funcional, ligada à saúde mental e ao equilíbrio emocional.

Os números reforçam essa percepção: 61% das pessoas afirmam recorrer à masturbação como forma de aliviar o estresse, enquanto 42% a utilizam como estratégia para melhorar o sono.

Em um cenário marcado por ansiedade, sobrecarga e instabilidade econômica, o prazer individual surge como uma ferramenta acessível de regulação emocional.

No fim das contas, o que os dados revelam é uma mudança de mentalidade. Menos impulsividade, mais intenção. Menos excesso, mais qualidade. Em meio a transformações sociais, tecnológicas e econômicas, o sexo deixa de ser apenas um ato físico e passa a refletir, cada vez mais, escolhas conscientes sobre como — e com quem — se quer viver a intimidade.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?