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Desejo, libido e excitação: saiba a diferença, segundo ginecologistas
Apesar de relacionados, termos como desejo, libido e excitação não significam a mesma coisa; entenda
atualizado
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Quando se trata de sexo, alguns termos costumam causar dúvidas. E, às vezes, há até quem faça de conta que sabe do que está falando. Desejo, por exemplo, quer dizer o quê? E libido ou excitação, são a mesma coisa?
Por isso, a coluna Pouca Vergonha conversou com ginecologistas para entender melhor.

O que é desejo?
Segundo a ginecologista Rafaela Brito, o desejo sexual é a vontade consciente de ter atividade sexual, que pode ser espontânea ou responsiva. “Ele envolve fatores cognitivos, emocionais e de contexto. Não depende apenas de hormônios, como também da relação interpessoal, autoestima e saúde mental.”
Já Beatriz Tupinambá esclarece que o desejo é uma parte mais psicológica e imaginativa da sexualidade.
“Ele nasce na mente, sendo impulsionado pela imaginação, motivação e interesse em viver uma experiência erótica e íntima. O desejo está ligado aos nossos pensamentos e é, essencialmente, uma construção mental.”
Rafaela comenta que o desejo é identificado por meio da conversa, a partir de vontade, fantasia e motivação.
E quanto à libido?
A libido sexual, na visão de Beatriz, é a energia sexual em si, e faz parte dos seres humanos de maneira intrínseca.
“A libido é o impulso energético que o corpo disponibiliza para viver esse desejo ou fantasia. Enquanto o desejo está mais relacionado à parte psicológica e imaginativa, a libido se manifesta de maneira mais fisiológica e corporal”, acrescenta.
Ela é identificada com uma sensação interna de energia sexual, e que pode variar a partir de questões hormonais.

O que é a excitação?
Em relação à excitação, Rafaela destaca que é uma resposta física. “É quando o corpo reage a um estímulo erótico: no caso da mulher, isso significa aumento da lubrificação vaginal, ereção do clitóris, mais sensibilidade e até mudanças na frequência cardíaca”, explica a obstetra da Rede Hospital Casa.
Beatriz emenda que, quando estimulado, o corpo reage de diversas formas: aumento da lubrificação, aceleração dos batimentos cardíacos, maior sensibilidade na pele e sensação de calor e rubor.
“Essas reações são uma resposta direta ao desejo e à libido, refletindo a ativação do corpo diante do estímulo sexual”, diz.
A excitação, por sua vez, é sentida de forma física, a partir da lubrificação , aumento da sensibilidade e resposta genital.
O que difere os três e porque são tão confundidos?
Para a ginecologista Rafaela, os termos são confundidos porque normalmente acontecem juntos durante a atividade sexual. Eles, porém, podem existir isoladamente: “Uma mulher pode ter a libido preservada, mas baixo desejo por estresse ou conflitos de relacionamento; ou pode ter desejo e libido, e não atingir a excitação por alterações vasculares ou medicamentos”, exemplifica.
“A razão pela qual desejo, libido e excitação frequentemente se confundem é que todos fazem parte do mesmo contexto da experiência sexual. Eles estão interligados e geralmente acontecem juntos, no entanto, são conceitos distintos”, encerra Beatriz.





















