Leo Dias: artistas se reinventam para “sobreviver” ao coronavírus

Na Rádio Metrópoles 104,1 FM, o jornalista falou como a pandemia impacta a indústria musical no país. Artistas precisam refazer planos

A pandemia de coronavírus, que colocou em xeque todas as nações do planeta, tem sido também um desafio inédito na vida de muitos artistas, que, a partir de agora, devem repensar o modo de fazer música e, principalmente, em como fazer o produto final chegar de forma mais impactante aos consumidores, os fãs.

Segundo Leo Dias, na Rádio Metrópoles 104,1 FM, no Brasil, o sertanejo Gusttavo Lima tem nas mãos a responsabilidade, e grande prêmio, de ter sido o precursor das lives nas redes sociais, um movimento que viralizou rapidamente entre os artistas brasileiros e que deve ser tendência, por conta das orientações de isolamento social impostas a toda sociedade. Para o jornalista, isso coloca na dianteira deste novo cenário musical.

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Henrique & Juliano
Henrique, que faz dupla com Juliano
Juliano, que faz dupla com Henrique
REPRODUÇÃO/ INSTAGRAM

Outra mudança de padrão deve acontecer para grandes nomes do funk atual, de acordo com Dias. Ele pontua a cantora Ludmilla, que, começa a migrar para outro estilo musical, mais democrático: o pagode. A funkeira vai comandar uma live no dia do aniversário dela, em 24 de abril, ao som de pagofunk, um misto dos dois ritmos, e que pode alcançar mais público para ela.

Para os funkeiros, essa “migração” ocorre, segundo Leo Dias, porque o funk tem tempo de duração para os artistas, já que é um ritmo mais direcionado ao público jovem. E, também, porque faltam mulheres no pagode, o que pode ser uma boa aposta para as funkeiras.

O ano de 2020, inclusive, é um ano perdido para o maior nome do funk atual: Anitta. A cantora que projetava alçar carreira no exterior em 2020, agora só deve retomar seus planos em 2021, quando estará com 28 anos. Leo Dias reflete que a cantora vai precisar repensar drasticamente a carreira.

Livres para cantar

Leo Dias também cita outra tendência que deve ser ensinamento para os grandes artistas. A dupla número 1 do sertanejo, Henrique e Juliano, após cinco anos de contrato com a gravadora Som Livre, resolveu voar sozinha e mostrou sua força. O quinto trabalho da dupla, o DVD Menos é Mais, foi feito totalmente independente, levantando o questionamento sobre a real função na vida de um artista, além de arrecadar de 50% a 80% do valor arrecado com a principal fonte de lucro dos artistas, o streaming.

O jornalista afirma que, a partir deste novo cenário, impactado diretamente pela pandemia de Covid-19, artistas e gravadoras vão ter que repensar suas funções na indústria da música, da mesma forma que as pessoas também já estão repensando quem serão seus ídolos futuramente.