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Análise: programas de culinária ainda fazem sucesso na TV

Muitas emissoras estão investindo no formato de atrações culinárias

atualizado 24/11/2021 18:31

Band/Divulgação

Já há algum tempo se fala sobre o desgaste do MasterChef Brasil, formato que a Band exibe desde 2014. Mas para a emissora, o reality culinário ainda é um tremendo negócio. Mesmo ficando em terceiro lugar na audiência, o programa repercute muito nas redes sociais e é um sucesso comercial. O fenômeno MasterChef, aliás, fez as outras emissores se mexerem e hoje há uma infinidade de atrações culinárias por aí. Com algumas poucas mudanças no formato, o que se vê é, basicamente, pessoas (famosas ou não) tentando cozinhar.

Enquanto o reality comandado por Ana Paula Padrão já não segue mais no topo, outras atrações do tipo começam a ganhar espaço. O Tempero de Família, de Rodrigo Hilbert, no GNT, migrou para o É de Casa, na Globo, e aposta em convidados especiais para dividir a cozinha com o apresentador. É aquele misto de papo e culinária, que também consagrou Bela Gil. Já o Cozinha Prática, de Rita Lobo, não tem nada de show: a ideia da apresentadora é ensinar a cozinhar pratos simples e, como o nome já diz, práticos. O sucesso é tanto que Rita virou garota-propaganda de uma marca de eletrodomésticos e inunda os comerciais com pequenas dicas.

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Na onda desses tradicionais programas chegou à TV recentemente o Rolling Kitchen Brasil, no GNT. Com apresentação de Paulo Vieira, o programa coloca dois casais de famosos em uma arena gastronômica para disputarem quem cria os melhores pratos do dia. Em uma hora, cada dupla prepara duas receitas complementares e de um mesmo tema para agradar aos jurados Moacir Santana e Heaven Delhaye. No entanto, cada um deles está em uma cozinha separada. A cada quinze minutos, o palco gira 180 graus e um assume a bancada do outro, fazendo o prato de comida do ponto em que seu par parou. É um show, uma novidade e, com o comando do humorista, tudo fica divertido. O “cozinhar” fica em segundo plano e tudo bem.

Já o HBO Max apostou no SANDY+CHEF, produção Max Original baseada em SELENA+CHEF. Em cada episódio, Sandy tem a companhia remota de um chef diferente e convidados especiais. Juntos, eles lidam com receitas de todos os tipos, além de compartilhar dicas e truques valiosos em busca da garfada perfeita. Os chefs escalados para o desafio são Paola Carosella, Murakami, Lili Almeida, Thiago Castanho, Renata Vanzetto e João Diamante. Como tudo feito por Sandy, o programa teve excelente resposta do público e a produção alcançou a maior audiência da plataforma no final de semana de estreia, ocupando o primeiro lugar entre os programas mais vistos da HBO Max no Brasil. A atração, no entanto, é chata. Quem é fã de Sandy (e eu sou!) curte ver a cantora num lugar inusitado, mas tudo parece meio fake, coreografado, sem muito espaço para o inusitado e o improviso. Um episódio é suficiente. Mais do que isso, pra mim, não deu.

Leia a resenha: Sandy + Chef estreia com temporada curta e divertida na HBO Max

Se o formato do MasterChef está desgastado, o mesmo não se pode dizer sobre programas que usam a culinária como principal atração. Há quem goste de ver pessoas anônimas tentando fazer algo no fogão ou famosos se aventurando na preparação de um prato. Ana Maria Braga ganhou fama fazendo isso e, até hoje, reina nas manhãs fazendo suas receitinhas. O segredo é inovar e buscar sempre o que é diferente. Algo que a Band não está fazendo.

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