
Mirelle PinheiroColunas

Polícia Civil faz operação contra roubo de motos de luxo em SP. Veja vídeo
Levantamentos recentes apontam que os criminosos costumam agir em bando, com três ou mais integrantes
atualizado
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O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagrou, nesta quarta-feira (15/4), uma nova operação contra quadrilhas especializadas em roubos de motos de alta cilindrada em São Paulo.
A ação, batizada de “Drakes da Oeste – Fase 3”, é conduzida pela Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptação de Veículos e Cargas (3ª Delegacia da Divecar), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), e cumpre 17 mandados de busca e apreensão e oito de prisão.
Os alvos estão distribuídos na capital e na Grande São Paulo. Até a mais recente atualização desta matéria, três pessoas foram presas, e motocicletas, peças e capacetes foram apreendidos.
A operação é um desdobramento de investigações anteriores que identificaram a atuação de grupos organizados voltados ao roubo de motos de grande cilindrada, modelos de alto valor que costumam ser desmontados e revendidos no mercado ilegal de peças.
Segundo a Polícia Civil, essas quadrilhas operam de forma organizada, com divisão de funções entre roubadores, receptadores e responsáveis pelo desmanche e distribuição dos componentes.
Violência
Levantamentos recentes apontam que os criminosos costumam agir em bando, com três ou mais integrantes, abordando vítimas em vias públicas e até na entrada de prédios.
A estratégia é cercar o motociclista e agir com rapidez, muitas vezes com uso de violência, para garantir a subtração do veículo.
Após o roubo, as motos são levadas para oficinas clandestinas, onde são desmontadas. As peças são então revendidas como se fossem produtos legais.
Desmanches
Operações anteriores conduzidas pelo Deic revelaram o nível de organização desses grupos. Em uma das ações, investigadores encontraram peças de motos sendo transportadas em caixas de isopor para simular carga de bebidas. Em outro local, havia até compartimentos ocultos em telhados, usados como rota de fuga.
Em março do ano passado, o Deic cumpriu mais de 30 mandados e identificou oficinas usadas como desmanche e pontos de receptação.
Já em fevereiro deste ano, outra operação resultou na prisão de ao menos 22 suspeitos ligados a uma quadrilha responsável por diversos roubos na capital. Na ocasião, a polícia apontou que o grupo atuava principalmente na zona leste e em rodovias, com ataques coordenados e violentos.
