Mirelle Pinheiro

Hackers que vendiam dados de políticos são presos em praia particular

As investigações apontam que o grupo operava um sofisticado esquema de venda de informações confidenciais

atualizado

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou nesta sexta-feira (21/2) uma organização criminosa que comercializava dados sigilosos de autoridades e órgãos governamentais. O que chamou atenção na Operação Darkspot foi o padrão de vida ostentado pelos líderes do esquema, que foram presos em uma praia privativa no litoral de Santa Catarina, vivendo em luxo financiado pelo crime.

Os administradores da plataforma ilegal “Max Buscas” — que vendia acessos a informações restritas de cidadãos e entidades públicas — foram encontrados em um resort à beira-mar, onde levavam um estilo de vida incompatível com qualquer renda declarada. A polícia constatou que cerca de 40 mil usuários que tiveram acesso a plataforma ilegal que cobrava aproximadamente R$ 100 para o acesso.

As investigações apontam que o grupo operava um sofisticado esquema de venda de informações confidenciais, utilizando a plataforma “Max Buscas”. O serviço oferecia mais de 70 painéis de pesquisa, permitindo acesso indevido a bancos de dados de órgãos governamentais e informações sigilosas de cidadãos.

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PCDF/Divulgação
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A estrutura do grupo seguia um modelo de organização criminosa bem definida, com administradores, fornecedores, revendedores e clientes.

Além das três prisões temporárias, realizadas no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina, a polícia apreendeu: R$ 108 mil em espécie, veículos de luxo e equipamentos eletrônicos e documentos sigilosos.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros e desativação da plataforma ilegal e bloqueio de seus domínios

A operação contou com o apoio do Instituto de Criminalística da PCDF, responsável pela preservação forense dos dados, e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

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