Mirelle Pinheiro

Curi rebate vazamento e diz que operação teve resultado inquestionável

O objetivo da operação era desarticular o núcleo estratégico do Comando Vermelho (CV) na Zona Norte

atualizado

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Aline Massuca/Metrópoles
megaoperação PCRJ
1 de 1 megaoperação PCRJ - Foto: Aline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro — O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, negou de forma categórica que tenha havido vazamento de informações antes do início da megaoperação Contenção, que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão na última terça-feira (28/10).

Durante coletiva na Cidade da Polícia nesta sexta-feira (31/10), Curi afirmou que a escala da ação, que mobilizou cerca de 2,5 mil agentes, blindados e o uso intenso de aeronaves, impossibilitaria qualquer sigilo absoluto nos momentos que antecederam o confronto.

“Se houvesse vazamento, não teria tido o resultado que teve. Não tem nada que comprove isso. É importante desmistificar esse tipo de narrativa”, declarou o delegado.

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O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que os dados divulgados hoje confirmam o alerta feito pela corporação há cinco anos, quando passou a denunciar que as restrições a operações policiais favoreceriam o fortalecimento do crime organizado
Ao todo, 99 mortos foram identificados até o momento, sendo 40 oriundos de outros estados. Entre eles, havia líderes do CV que comandavam ações em diferentes regiões do Brasil e que, segundo a Polícia Civil, encontravam no Rio um “QG nacional” para treinamento, fuga e rearticulação de quadrilhas.
O secretário de Segurança Pública, Vítor dos Santos, também participou da coletiva ao lado de representantes das forças policiais fluminenses
Eles destacaram que o enfrentamento ao tráfico continuará e que o número final de mortos, presos e identificados ainda pode aumentar conforme avançam as análises de laudos e registros do Instituto Médico-Legal.
Para Felipe a operação mostrou que as comunidades da Penha e do Alemão se tornaram QG do CV em nível nacional. Marginais de outros estados vêm para o Rio para serem formados aqui e depois voltam para propagar os ensinamentos
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, divulgou o balanço parcial da megaoperação. Ao menos 78 dos mortos na Operação Contenção tinham ficha criminal relevante, incluindo homicídios, tráfico de drogas, roubos e ataques a policiais
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro, divulgou o balanço parcial da megaoperação. Ao menos 78 dos mortos na Operação Contenção tinham ficha criminal relevante, incluindo homicídios, tráfico de drogas, roubos e ataques a policiais

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O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que os dados divulgados hoje confirmam o alerta feito pela corporação há cinco anos, quando passou a denunciar que as restrições a operações policiais favoreceriam o fortalecimento do crime organizado
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O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que os dados divulgados hoje confirmam o alerta feito pela corporação há cinco anos, quando passou a denunciar que as restrições a operações policiais favoreceriam o fortalecimento do crime organizado

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Ao todo, 99 mortos foram identificados até o momento, sendo 40 oriundos de outros estados. Entre eles, havia líderes do CV que comandavam ações em diferentes regiões do Brasil e que, segundo a Polícia Civil, encontravam no Rio um “QG nacional” para treinamento, fuga e rearticulação de quadrilhas.
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Ao todo, 99 mortos foram identificados até o momento, sendo 40 oriundos de outros estados. Entre eles, havia líderes do CV que comandavam ações em diferentes regiões do Brasil e que, segundo a Polícia Civil, encontravam no Rio um “QG nacional” para treinamento, fuga e rearticulação de quadrilhas.

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O secretário de Segurança Pública, Vítor dos Santos, também participou da coletiva ao lado de representantes das forças policiais fluminenses
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O secretário de Segurança Pública, Vítor dos Santos, também participou da coletiva ao lado de representantes das forças policiais fluminenses

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Eles destacaram que o enfrentamento ao tráfico continuará e que o número final de mortos, presos e identificados ainda pode aumentar conforme avançam as análises de laudos e registros do Instituto Médico-Legal.
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Eles destacaram que o enfrentamento ao tráfico continuará e que o número final de mortos, presos e identificados ainda pode aumentar conforme avançam as análises de laudos e registros do Instituto Médico-Legal.

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Para Felipe a operação mostrou que as comunidades da Penha e do Alemão se tornaram QG do CV em nível nacional. Marginais de outros estados vêm para o Rio para serem formados aqui e depois voltam para propagar os ensinamentos
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Para Felipe a operação mostrou que as comunidades da Penha e do Alemão se tornaram QG do CV em nível nacional. Marginais de outros estados vêm para o Rio para serem formados aqui e depois voltam para propagar os ensinamentos

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O objetivo da operação era desarticular o núcleo estratégico do Comando Vermelho (CV) na Zona Norte, onde criminosos de diversos estados se concentravam para se fortalecer, treinar e organizar ações violentas para outras regiões do país.

Segundo Curi, suspeitas de que traficantes fugiram horas antes da incursão policial não indicam falha de inteligência, mas apenas o tamanho da estrutura do crime organizado na região:

“Houve uma movimentação de 2,5 mil agentes, de veículos blindados, viaturas. Isso é inevitável. Quando o Estado se move nessa dimensão, há uma reação do crime.”

Base de comando nacional do CV

O delegado também reforçou que o Complexo da Penha se tornou um centro de treinamento e articulação nacional da facção, o que, segundo ele, explica a presença expressiva de criminosos de fora do Rio nos confrontos.

Na coletiva, a Polícia Civil revelou que:

  • 99 mortos já foram identificados
  • 78 tinham histórico criminal relevante
  • 40 eram de outros estados, incluindo chefes do tráfico do Pará, Amazonas, Bahia, Goiás, Ceará e Espírito Santo

Entre os mortos estão Pepê, apontado como liderança do CV no Pará, e Chico Rato, chefe do tráfico em Manaus. O governo também confirmou que Doca, considerado o principal líder da facção no Rio, segue foragido.

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