
Mirelle PinheiroColunas

Como funciona a arma antidrone usada pela PF após prisão de Bolsonaro
O DroneGun Tactical serve para impedir sobrevoos em áreas restritas e foi usado para a reforçar a segurança a pós a prisão de Bolsonaro
atualizado
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A arma antidrone usada pela Polícia Federal (PF) para reforçar a segurança na área externa da Superintendência da PF, em Brasília, após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é conhecida como DroneGun Tactical.
Com cerca de 7 kg, o equipamento possui antenas direcionais e um painel de controle visual e sonoro para guiagem de precisão, além de rifle antidrone.
Esse tipo de dispositivo é usado para impedir sobrevoos em áreas restritas e reduzir o risco de entrada de equipamentos não tripulados.
O equipamento foi registrado, no sábado (22/11), pelo fotojornalista Breno Esaki, do Metrópoles, no momento em que um agente retirava a arma de dentro de uma viatura oficial.
Como funciona
A tecnologia é capaz de identificar drones por frequência e ondas de rádio. Quando um drone suspeito é localizado, a arma intercepta o sinal de comando e assume o controle do aparelho.
A partir disso, o operador do DroneGun Tactical assume o comando do drone suspeito, podendo forçá-lo a pousar imediatamente ou obrigá-lo a retornar ao ponto de partida. No caso da segunda opção, é possível localizar quem está pilotando o drone.
Essa tecnologia já é usada em presídios paulistas para impedir que facções lancem celulares e drogas dentro de unidades prisionais e foi empregada, também, durante a COP30, em Belém (PA).
A conferência internacional exigiu a montagem de um sistema robusto de defesa aérea, coordenado pela PF no Centro Integrado de Controle de Aeronaves Remotamente Pilotadas e Contramedidas (CIC-ARP/CM), com participação do Exército, da Marinha, da Força Aérea e das forças de segurança estaduais.


