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Mirelle Pinheiro

Como funciona a arma antidrone usada pela PF após prisão de Bolsonaro

O DroneGun Tactical serve para impedir sobrevoos em áreas restritas e foi usado para a reforçar a segurança a pós a prisão de Bolsonaro

24/11/2025 14:58, atualizado 24/11/2025 15:02
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES
Como funciona a arma antidrone usada pela PF após prisão de Bolsonaro

A arma antidrone usada pela Polícia Federal (PF) para reforçar a segurança na área externa da Superintendência da PF, em Brasília, após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é conhecida como DroneGun Tactical.

Com cerca de 7 kg, o equipamento possui antenas direcionais e um painel de controle visual e sonoro para guiagem de precisão, além de rifle antidrone.

Esse tipo de dispositivo é usado para impedir sobrevoos em áreas restritas e reduzir o risco de entrada de equipamentos não tripulados.

O equipamento foi registrado, no sábado (22/11), pelo fotojornalista Breno Esaki, do Metrópoles, no momento em que um agente retirava a arma de dentro de uma viatura oficial.

Como funciona a arma antidrone usada pela PF após prisão de Bolsonaro - destaque galeria
Agente da PF segura arma anti-drone, na superintendência da Polícia Federal, onde o ex-presidente está preso após decisão de Moraes.
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Agente da PF segura arma anti-drone, na superintendência da Polícia Federal, onde o ex-presidente está preso após decisão de Moraes.

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Como funciona

A tecnologia é capaz de identificar drones por frequência e ondas de rádio. Quando um drone suspeito é localizado, a arma intercepta o sinal de comando e assume o controle do aparelho.

A partir disso, o operador do DroneGun Tactical assume o comando do drone suspeito, podendo forçá-lo a pousar imediatamente ou obrigá-lo a retornar ao ponto de partida. No caso da segunda opção, é possível localizar quem está pilotando o drone.

Essa tecnologia já é usada em presídios paulistas para impedir que facções lancem celulares e drogas dentro de unidades prisionais e foi empregada, também, durante a COP30, em Belém (PA).

A conferência internacional exigiu a montagem de um sistema robusto de defesa aérea, coordenado pela PF no Centro Integrado de Controle de Aeronaves Remotamente Pilotadas e Contramedidas (CIC-ARP/CM), com participação do Exército, da Marinha, da Força Aérea e das forças de segurança estaduais.