
Mirelle PinheiroColunas

Assalto ao Banco Central e tráfico: bandido com ficha extensa é preso
O homem era considerado um dos traficantes mais procurados do país. Ele foi preso nessa sexta (8/8) em um imóvel de luxo localizado em SP
atualizado
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Considerado um dos traficantes de drogas mais procurados do país, Átila Carlai da Luz (foto em destaque) foi preso pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) nessa sexta-feira (8/8) em um imóvel de luxo em São Paulo (SP).
Com ficha extensa, além de ser condenado por tráfico internacional de drogas, Átila fez parte do grupo que assaltou o Banco Central, em Fortaleza, em 2005.
Monitorado há meses pelo Setor de Inteligência da delegacia especializada, ele foi localizado em um apartamento de alto padrão na zona nobre da cidade de São Paulo.
Seus passos passaram a ser acompanhado pela polícia após investigações darem conta que ele mantinha relação com facções criminosas que atuam no estado, responsáveis por um amplo portfólio de atividades ilícitas, que vai do tráfico de drogas e armas às fraudes bancárias, roubos de cargas, clonagem de veículos e corrupção em serviços públicos.
De acordo com os agentes, para fugir das forças de segurança, ele vivia sob identidade falsa, com CPF ativo, CNH regular e empresa registrada no Paraná.
Para se ocultar, o traficante mantinha vínculos operacionais com comparsas envolvidos no maior roubo a banco do país, além de integrar redes criminosas interestaduais.
A fraude foi desmascarada por meio de análise biométrica, cruzamento de dados em sistemas federais e validação técnica pelo Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP) da Polícia Civil.
No Rio de Janeiro, o preso já havia sido condenado duas vezes por fraudes em caixas eletrônicos de bancos e responde atualmente a um terceiro processo pelo mesmo crime.
Já em São Paulo, ele acumula diversas passagens, como a condenação de 32 anos de prisão por tráfico internacional de drogas, ligada a um esquema milionário de envio de malas com cocaína utilizando o Aeroporto de Guarulhos como ponto de envio de entorpecentes para Europa.
As cargas eram despachadas por meio de uma rede criminosa de funcionários e colaboradores corrompidos, garantindo que a droga chegasse à cidade de Lisboa, em Portugal, onde era recebida por comparsas e revendida no mercado europeu por valores que multiplicavam exponencialmente o lucro da quadrilha.
Veja o momento da prisão:
