Dudu Bananinha dá uma banana aos bobocas e depois amassa a banana

Os políticos nunca perderam dinheiro ao subestimar os eleitores. A disputa entre esquerda e direita é a de quem consegue ser mais cínico

atualizado 30/11/2022 12:37

Eduardo Bolsonaro e esposa em jogo do Brasil na Copa Reprodução

A banana que Dudu Bananinha, também conhecido por Eduardo Bolsonaro, deu principalmente para os bobocas que estão pedindo golpe na porta dos quartéis dá a dimensão do conto do vigário do bolsonarismo.

Ontem, diante da repercussão do vídeo que o mostra no Catar, assistindo ao jogo do Brasil contra a Suíça, Dudu Bananinha amassou a banana nas redes sociais, afirmando que estava no Catar para descrever “a situação do Brasil” a estrangeiros. “Eu espero que você não creia que aqui, no Catar, só se fale em Copa do Mundo. Vale lembrar que a Fifa tem mais membros que as Nações Unidas. A imprensa do mundo inteiro está aqui. É por isso que a esquerda faz tanto esforço para criminalizar quem fale algumas verdades a outros brasileiros. Será que você não consegue perceber a importância da comunicação internacional?”, disse ele, mostrando pen drives que conteriam explicações em inglês sobre o que estaria ocorrendo no país — a conversa mole de que as eleições foram fraudadas.

Sobre o fato de sua presença no plenário da Câmara ter sido registrada apenas três horas antes de ser flagrado no Catar, nenhuma palavra.

Os políticos, contudo, nunca perderam dinheiro ao subestimar a perspicácia dos eleitores e, por isso, Dudu Bananinha não tem com o que se preocupar muito. Quando achamos que eles atingiram o máximo da cara de pau, eis que sempre surge alguém para provar que o máximo ainda está longe de ser alcançado. A verdadeira disputa entre esquerda e direita no Brasil é esta: a de quem consegue ser mais cínico. E o cinismo sempre cola.

A banana de Dudu Baninha, somada a tudo o mais que a sua família proporcionou ao país nos últimos quatro anos, empatou o jogo com o PT, agora o partido mais inocente que jamais existiu. Aquela frase de Lincoln, “pode-se enganar todo mundo durante algum tempo e certas pessoas durante o tempo todo, mas não se pode enganar todo mundo durante todo o tempo”, tem outra versão na polarização brasileira: “pode-se enganar meio mundo por todo o tempo”.

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