Nova edição do Web Summit é colocada à prova – e passa no teste

Um dos maiores encontros de tecnologia do mundo reinaugurou a era dos megaeventos presenciais com sistema rígido de segurança

Há quase um ano, quando o cofundador do Web Summit afirmou que a programação de 2021 seria presencial, o público recebeu a notícia com ceticismo. Afinal, diante do cenário de grande imprevisibilidade trazido pela pandemia, como seria possível fazer um anúncio desses com tanta antecedência? Havia risco na jogada: qualquer deslize poderia causar um fiasco global, comprometendo a reputação da marca e dos patrocinadores.

A edição anterior, promovida em dezembro de 2020, ocorreu apenas no modelo virtual. Em 2019, alcançou o pico de participantes: cerca de 70 mil pessoas estiveram em Lisboa. Mas, contra todas as incertezas, a organização resolveu dobrar a aposta. Essa segunda-feira (1º/11) marcou o dia do grande teste – e o Web Summit foi aprovado. E se consagrou como o maior evento de tecnologia do mundo no formato físico após a pandemia.

Um dia antes do início, todos os ingressos já estavam vendidos, ultrapassando a casa dos 40 mil. “Teve um momento, há cinco meses, que não sabíamos se o Web Summit ia ocorrer ou não”, confessou o cofundador Paddy Cosgrave na abertura, acrescentando que a expectativa em agosto era de reunir apenas 10 mil pessoas.

Cautela por trás do sucesso

Toda a preparação envolveu um rígido sistema de segurança e controle – mantendo a agilidade necessária nos acessos. Os participantes tiveram de apresentar um exame de Covid-19 ou certificados de vacinação. Uma curiosidade: para os brasileiros, bastou exibir o laudo do aplicativo ConecteSUS. O ambiente não poderia ser melhor, considerando que Portugal está entre os países com os maiores índices de vacinação do planeta, atingindo 86% da população com o esquema vacinal completo.

A partir de convênio firmado com um grande laboratório, com operações temporárias espalhadas no Parque das Nações e em diversos pontos da capital portuguesa, os participantes puderam fazer o teste e receber o resultado em poucas horas. Enquanto a maior parte das cidades brasileiras segue com obrigatoriedade do uso de máscara, Portugal derrubou a exigência para lugares abertos em setembro. E, no Web Summit, com toda a cautela, a regra segue de pé.

Um evento transformado pelo mundo

E como foi a experiência de retomar a programação presencial? Chief Business Officer (CBO) da Brivia, Vinícius Lobato está participando pela quarta edição consecutiva e notou várias diferenças, tanto no conteúdo como na forma da programação. “O mundo mudou de 2019, quando houve a última edição presencial, para 2021. Nos reencontramos com o evento num mundo transformado, com o comportamento das pessoas também transformado”, afirma.

Desta vez, são menos pessoas. E existe uma preocupação com o digital cada vez mais impactando as pequenas coisas do cotidiano”, complementa o executivo da empresa, que é uma das principais operações de estratégia, experiência e comunicação do país.

Serão quatro dias de palestras, que ocorrem em 23 palcos diferentes, muitos deles ao mesmo tempo. Os tópicos são os mais diversos, cobrindo em torno de 30 áreas, sempre tendo a pegada digital como pano de fundo: marketing, política, robótica, fintechs, mudança climática, ciência de dados, arte, educação, entre muitos outros.

O portal Metrópoles está presente no Web Summit 2021, em Portugal. A curadoria da cobertura tem a assinatura da Brivia, com geração de conteúdo da Critério — Resultado em Opinião Pública.