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Casados e donos de agência, Juliana e Leo conciliam dupla parceria

Empresários estão à frente da i10comunicação, de Brasília, há cinco anos. Fora da empresa, eles estão juntos há 18 anos e têm dois filhos

atualizado 11/05/2021 15:17

Casal Juliana e LeoDivulgação

Casados há 18 anos, Juliana Remigio e Leandro Valões, ambos com 36 anos, costumam dizer que têm duas sociedades: a união conjugal e a i10comunicação. Eles são sócios há cinco anos da agência em Brasília, que atende, aproximadamente, 30 clientes do setor privado.

Naturais de Recife, se mudaram para Brasília na época para Leo, como é conhecido, assumir o cargo em uma empresa da capital federal. Juliana seguiu o marido e deixou para trás uma carreira bem-sucedida no Nordeste. Formada em administração, ela trabalha com marketing há 13 anos, mas é familiarizada com a área desde a adolescência, quando ajudava o irmão na gráfica da família. “Eu sempre respirei isso”, diz ela.

Depois de um tempo conciliando as contas de Recife com a vivência em Brasília, Juliana e Leo perceberam que o mercado do Planalto Central era promissor e decidiram empreender. Atualmente, a i10comunicação é uma agência tailormade, como são conhecidas no mercado as empresas que personalizam os serviços conforme as necessidades dos clientes. “Essa é uma tendência nos dias de hoje”, explica Juliana.

A agência é 360, o que significa que oferece serviços offline e on-line. O objetivo é atender as necessidades dos clientes e também dos clientes deles. Juliana defende que essa metodologia de trabalho é o que torna o marketing essencial. “Tanto que na segunda onda da pandemia, não perdemos nenhum cliente”, celebra ela.

Em meio à rotina puxada de trabalho de uma agência de comunicação, Juliana e Leo – que são pais de Maria Eduarda, de 16 anos, e do Leandro Filho, de 9 anos – precisaram instituir papéis bem definidos no trabalho, bem como um planejamento de casal, para evitar atritos em casa. Hoje, Juliana cuida da “linha de frente” das contas mais avançadas e Leo foca na parte financeira e administrativa da agência.  Pode parecer simples, mas o casal demorou alguns anos para encontrar o tão sonhado equilíbrio na relação societária dupla. “No início não era fácil. Até entender como funciona, impacta no casamento. Hoje, temos um acordo de sócios: virou a chave na porta da empresa, somos um casal”, conta Leo.

Neste quebra-cabeça, Juliana precisou se adaptar, especialmente porque admite ser workaholic. Um dos combinados é ter horários determinados para falar de trabalho. No café da manhã, por exemplo, é permitido. “Se o assunto se estender, marcamos uma reunião”, confidencia Leo. Outro consenso é o dia C, ou dia do casal, em que se dedicam, exclusivamente, um ao outro. “A gente passa mais tempo juntos, mesmo que seja trabalhando. Neste dia, a gente trabalha mais juntos, por exemplo”, relata Juliana.

Depois de anos nessa dinâmica, os dois entenderam que a sociedade do casamento é prioridade, mas os desgastes anteriores já provocaram crises conjugais seríssimas. “A minha dica é: você vai atravessar um furação muito grande. Se planeje para atravessá-lo e dará certo”, profetiza Leo.

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