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Lucas Pasin

Dívida milionária de Edilson Capetinha tem virada após o BBB 26

Ex-jogador deve R$ 13,2 milhões em processos trabalhistas; Justiça tenta acordo com venda de bens e nova audiência deve acontecer em julho

26/03/2026 17:13, atualizado 26/03/2026 17:19
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Reprodução/Globo
Edilson Capetinha

O ex-jogador Edilson Capetinha, que participou do BBB 26 e foi expulso do reality show da Globo por agressão, é alvo de uma dívida trabalhista que soma R$ 13,2 milhões. O caso voltou à tona após a passagem do ex-atleta pelo programa.

O valor é referente a uma comissão que reúne 10 processos trabalhistas registrados na Justiça. Do total, R$ 11,4 milhões correspondem às cobranças principais, enquanto R$ 1,8 milhão dizem respeito a tributos envolvidos na operação, segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5).

O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região realizou, nesta quinta-feira (26/3), uma audiência de conciliação entre Edilson e a comissão de credores que reúne os processos.

Segundo apuração deste colunista do Metrópoles, o encontro durou cerca de duas horas e não resultou em um acordo final, mas estabeleceu um alinhamento sobre os próximos passos do caso.

Segundo fontes da coluna, durante a audiência, a defesa do ex-jogador apresentou uma proposta de cessão de 20% de eventuais contratos futuros como forma de pagamento da dívida.

A oferta, no entanto, foi rejeitada pelos credores sob o argumento de que não há garantia de que esses contratos venham a se concretizar.

Como alternativa, as partes avançaram na discussão sobre a venda de bens. Um imóvel localizado em Guarajuba, na Bahia, deve ser vendido depois de receber uma proposta de R$ 2,3 milhões.

O valor arrecadado será destinado ao pagamento dos credores, com divisão a ser definida judicialmente. Outro imóvel também deve ser incluído no processo de venda.

Ainda segundo fontes deste colunista do Metrópoles, uma nova audiência deve ser realizada em julho, quando a Justiça deve reavaliar o montante restante da dívida após a possível liquidação dos bens e tentar viabilizar um acordo definitivo.

Flexibilização de medidas

Ainda de acordo com apuração da coluna, durante a audiência, foram adotadas medidas para permitir que Edilson retome suas atividades profissionais e amplie sua capacidade de pagamento. A pedido das partes, houve o desbloqueio do passaporte, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e das contas bancárias do ex-jogador.

Como contrapartida, Edilson deverá apresentar extratos mensais de movimentação financeira à Justiça.

A estratégia, segundo os advogados envolvidos, é possibilitar que o ex-atleta volte a firmar contratos e gerar renda, aumentando as chances de quitação da dívida. Ainda de acordo com a defesa, Edilson demonstrou disposição em resolver a situação.

Entenda o caso

Os processos foram movidos inicialmente contra quatro empresas ligadas a Edilson, entre elas a Ed Dez Promoções e Produções Artísticas e o bloco carnavalesco Broder, que desfilou no circuito Barra-Ondina com Ronaldinho Gaúcho no Carnaval de Salvador em 2025.

Durante a investigação, outras seis empresas registradas pelo ex-jogador também foram incluídas nas ações.

Sem a identificação de bens suficientes em nome das empresas para quitar os débitos, a Justiça determinou a desconsideração das personalidades jurídicas.

Com isso, as execuções passaram a atingir diretamente pessoas físicas, incluindo o próprio Edilson e seu sócio, Gleidson Falk Santiago Ferreira.

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