“Tudo fica mais difícil quando há tanta proteção”, diz Claudio Manoel sobre Marcius Melhem

Claudio Manoel pontuou que é preciso analisar tudo com muito cuidado e criticou a forma que TV Globo lidou com a situação de Marcius Melhem

O  humorista e ex-Casseta & Planeta Claudio Manoel falou sobre as acusações de assédio moral e sexual que Marcius Melhem está enfrentando. Durante entrevista ao programa Rock a 3, da Kiss FM, Manoel disse que é preciso estar sempre ao lado da vítima e questionou o tamanho do poder que Melhem tinha dentro da TV Globo.

“A quantidade de relatos é muito grande. Então, fica muito difícil de você não crer que tudo isso é verdade. Apesar de não estar presente no local, é sempre preciso se colocar no papel da vítima. Eu acho engraçado o fato, por exemplo, vou falar de algo que aconteceu há 40 anos quando nós fizemos o TV Pirata, na TV Globo, aos cuidados de Chico Anysio. Na época, o Boni quis dar todo o controle ao gigante Chico e ele não aceitou”, revelou.

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Foi na publicação que as acusações começaram a pipocar
Ele perdeu ação contra a revista Piauí
Marcius Melhem foi acusado de assédio por várias funcionárias da TV Globo
Marcius Melhem trabalhou na Globo por 17 anos
Marcius Melhem saiu da Globo após denúncias de assédio sexual
Matéria recente da revista piauí trouxe detalhes vívidos sobre os assédios atribuídos a ele
Ele estreou na Globo em 2003 como redator
Marcius Melhem era diretor de humor na Globo

Quando questionado pelos radialistas, o ex-global disse que o poder absoluto é sempre algo muito perigoso. “É engraçado ver o Melhem com todo esse poder. Nem mesmo o Chico quis isso e ninguém foi mais genial que o Chico. Me estranha também, ao ler a reportagem, saber que muitas mulheres grandes dentro da emissora não falaram nada. Vi uma sororidade seletiva aí. Você precisa da sororidade de sua amiga nesse momento? Sim. Mas com toda certeza precisa, mais ainda, do apoio de sua chefe”, afirmou.

O humorista pontuou que é preciso analisar tudo com muito cuidado e criticou a forma que a emissora carioca lidou com a situação. Segundo Cláudio, o que os dirigentes fizeram com os denunciantes foi uma tentativa de coação. “Muita gente pode não acreditar. Mas ninguém tem escrito na testa: ‘Sou abusador’. Tudo fica mais difícil quando o acusado é famoso e possui tamanha proteção. Tudo fica mais difícil quando se tem cara de fofo, né? O Danilo Gentilli não teria toda essa proteção, por exemplo. E aquela história do abaixo-assinado de solidariedade com o número da sua matrícula? O chefe pede para você assinar um papel com o seu número de matrícula e você faz o que?”, finalizou.