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Vídeo: sem distanciamento, visitantes se aglomeram para entrar na Câmara

Cenas foram gravadas na tarde desta terça-feira (9/2), quando os trabalhos dos deputados devem se intensificar no plenário e comissões

atualizado 09/02/2021 13:40

Reprodução / WhatsApp

Local com o maior número de gabinetes parlamentares, o Anexo IV da Câmara dos Deputados iniciou a tarde desta terça-feira (9/2) com uma grande fila para que os visitantes tivessem acesso às dependências internas da Casa. Pelas imagens, não há respeito de distanciamento mínimo, além de momentos de aglomeração.

A fila é necessária para que haja identificação no balcão de entrada. Em grupos de WhatsApp, assessores de deputados federais reclamaram do retorno ao trabalho presencial.

“O novo presidente da Câmara dos Deputados está querendo a volta dos trabalhos presenciais. Hoje, os funcionários de gabinete estão indo todos. Os servidores efetivos, parece que terão de ir também. Vem gente dos 26 estados pra cá todos os dias, depois de pegarem avião. Os espaços na Câmara são todos fechados, sem ventilação natural. Olha que absurdo a fila para entrar num dos anexos da Câmara”, escreveu um servidor.

Pelas redes sociais, funcionários também reclamam do fim da modalidade de trabalho a distância. “Vale destacar o óbvio, mas não aparente: quem vai morrer é o povo pobre que trabalha na Câmara. Terceirizados, faxineiros, copeiros, prestadores de serviço, assessores… Muitos não têm como demandar home office, mesmo sendo de grupo de risco. Comissionados sofrem muito assédio moral”, opinou, pelo Twitter, o cientista político Rafael Barroso.

Segundo ele, houve surto da Covid-19 dentro do setor de elétrica da Casa, com mais de 10 casos confirmados. “Vendo a situação, é mais que óbvio que a volta do trabalho presencial trará mortes, estamos juntando todos os ingredientes do surto”, completou.

Veja o vídeo:

Veja a publicação:

A presidência da Câmara dos Deputados informou que todos os protocolos sanitários são cumpridos. “Em alguns momentos, há filas ao ar livre, mas com distanciamento. Dentro do prédio, não há aglomeração”, destacou, em nota.

Colaborou Isadora Teixeira

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