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Suplente de Jean Wyllys promete combate à campanha difamatória

David Miranda se encontrou com o presidente do PSol-DF, distrital Fábio Felix, em visita à CLDF: parceria contra ameaças e fake news

atualizado 31/01/2019 16:52

Alexandre A. Bastos/CLDF

Suplente do deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ), o atual vereador carioca David Miranda (PSol-RJ) afirmou, nesta quarta-feira (30/1), que passou a ser vítima de fake news e campanha difamatória na internet, mas está “pronto para um debate qualificado”.

A declaração foi dada durante visita à Câmara Legislativa do DF, onde ele se reuniu com o colega de partido e deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa e também presidente do PSol-DF.

Durante o encontro, Miranda disse que a bagagem obtida pelo partido nas últimas eleições encorajou os correligionários a enfrentarem o “exército” de notícias falsas da internet.

“É claro que não temos tanto aparato de WhatsApp, mas temos muito coração bom, temos nossa militância e sabemos utilizar as redes sociais como ninguém. Eles [a oposição] vão fazer, vão propagar, que é o que eles sabem, mas a gente sabe fazer algo melhor que isso, que é encantar e mostrar a verdade”, declarou à coluna.

O futuro parlamentar, que toma posse na sexta-feira (1º/2) como deputado federal no lugar de Wyllys, adiantou que apresentará um projeto de lei na Câmara dos Deputados para coibir a reprodução de notícias não checadas na rede mundial de computadores. A ideia, segundo ele, é obrigar a instalação de ferramentas nas redes sociais que consigam analisar, em tempo real, a veracidade da informação antes de ser publicada.

“Vou fazer reuniões com o Facebook, Twitter e outras redes de relacionamento para que eles façam a instalação desse instrumento o quanto antes”, emendou.

Onda de ataques
O correligionário do parlamentar no Distrito Federal lembrou que essa é uma luta do partido, já que a sigla vem sofrendo ataques desde a campanha de Marcelo Freixo à Prefeitura do Rio de Janeiro, passando pela morte da vereadora Marielle Franco, assassinada há um ano na capital fluminense, e também por Jean Wyllys, que desistiu de assumir o terceiro mandato de deputado federal após sofrer ameaças pela internet.

“O Jean foi alvo de uma campanha difamatória durante todos os mandatos dele e nós vamos lutar contra isso e combater judicialmente toda fala mentirosa que sofrermos, tanto aqui no DF quanto em outras regiões. Vamos também combater a violência na política, a mesma que matou Marielle levou Jean ao exílio”, disse Félix.

Jean Wyllys decidiu pelo autoexílio depois de inúmeras ameaças de morte a ele e a seus familiares. O caso é investigado pela Polícia Federal. “Honraremos o legado de Jean e defenderemos as pautas identitárias com muito vigor. Vamos fazer o enfrentamento qualificado!”, destacou David Miranda.

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