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Na contramão de Bolsonaro, GDF injeta R$ 55 milhões em pesquisas

Com aditivo, a Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP) ultrapassa R$ 75 milhões em fomento para desenvolver estudos do setor acadêmico

atualizado 29/10/2021 14:57

Fundação de Apoio à PesquisaIgo Estrela/Metrópoles

O Governo do Distrito Federal (GDF) fez um investimento milionário em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação para o setor acadêmico. No total, R$ 55 milhões foram aditivados dentro da previsão inicial orçamentária para esse fim.

A decisão ocorre no momento que o governo federal decide cortar 90% dos recursos que seriam destinados a vários projetos científicos, inclusive a bolsas e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Dos R$ 690 milhões previstos para a Esplanada, sobraram apenas R$ 55 milhões (8% do total inicial).

De acordo com a Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação do Distrito Federal (FAP-DF), as edições deste ano dos editais de Demanda Induzida e Demanda Espontânea foram suplementadas para atender ao elevado número de projetos recebidos.

Para se ter ideia, o Programa Demanda Induzida, lançado com orçamento inicial de R$ 6 milhões, recebeu aporte adicional de R$ 44 milhões. O edital é voltado ao apoio de projetos de pesquisa científica, tecnológica ou de inovação nas áreas de tecnologias da informação e comunicação (TICs), biotecnologia, ciência, gestão pública, por exemplo.

Para essa modalidade, podem participar pesquisadores doutores vinculados a instituições públicas ou privadas de ensino e pesquisa, assim como institutos, centros de pesquisa, empresas de base tecnológica ou de desenvolvimento com sede no DF.

O Programa Demanda Espontânea, lançado com orçamento inicial de R$ 4 milhões, foi suplementado em R$ 11 milhões. A categoria não prevê restrição temática, contemplando todas as áreas do conhecimento, mas o público-alvo é o mesmo do anterior.

Produção científica

Segundo o diretor-presidente da FAP-DF, Marco Antônio Costa Júnior, o objetivo é impulsionar a produção científica e reduzir os impactos dos cortes de investimentos sofridos recentemente.

“Em 2020, o orçamento executado da FAP-DF foi de mais de R$ 103 milhões, dos quais mais de R$ 93 milhões na área fim, marca que já representou a maior execução desde a lei de criação da FAP-DF, em 1992. A suplementação dos editais de Demanda Espontânea e Induzida é mais uma ação direcionada para essa meta”, afirmou.

As quatro primeiras etapas dos dois certames receberam um número muito maior de projetos do que o limite orçamentário previsto inicialmente poderia contemplar. Por isso, nos últimos dias, a FAP-DF precisou suspender o fluxo das últimas chamadas previstas nos dois editais.

A medida foi necessária para permitir que a equipe técnica pudesse avaliar, junto à diretoria e ao Conselho Superior, a viabilidade da suplementação.

Há, ainda para este ano, a previsão de lançamento de outros dois editais: o do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG), com orçamento previsto de R$ 3,4 milhões, e o do Programa de Apoio à Inovação Tecnológica em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pipe), com orçamento previsto de R$ 7,5 milhões.

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