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Ibaneis sobre saída de Moro: “Assunto mais jurídico que político”

Declaração se refere à possível prevaricação do ex-ministro por não ter aberto inquérito para investigar interferência de Bolsonaro na PF

atualizado 24/04/2020 14:34

Governador Ibaneis RochaMichael Melo/Metrópoles

O governador Ibaneis Rocha (MDB) declarou ao Metrópoles, nesta sexta-feira (24/04), que o pedido de demissão do agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro “é um assunto mais jurídico do que político”.

O titular do Palácio do Buriti avalia a possibilidade da prática de crime de prevaricação por parte do ex-juiz, já que Moro declarou, durante a coletiva de imprensa na manhã desta sexta, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu informações sobre relatórios sigilosos da Polícia Federal.

“A questão é a seguinte: a prevaricação é um crime que exige alguns elementos. Ter conhecimento e não ter determinado um inquérito para apurar os motivos de uma possível interferência do presidente ou de quem quer que seja é muito grave. Ele precisa explicar isso não apenas para a sociedade, mas também para o Judiciário. Isso tudo está muito estranho e, acredito, após as declarações do ex-ministro, que esse assunto agora está mais jurídico do que político”, argumentou o emedebista à coluna.

“Já vai tarde”

Na quinta-feira (24/04), quando começaram a ventilar notícias sobre o possível pedido de demissão de Sergio Moro, o governador do DF avaliou como positiva a saída do agora ex-ministro.

Segundo o emedebista, Moro “pode ser até bom no combate à corrupção, mas ele não entende nada de segurança pública, não combate consumo e tráfico de drogas, nunca fechou uma fronteira no Brasil”.

“Eu sempre disse isso. Veja só: o nosso país não produz entorpecentes, vem tudo do exterior. Até hoje, não teve nenhuma grande apreensão de drogas com ele no ministério. Ele não conversa com governadores. Não mantém diálogo sadio e necessário. Por isso, eu digo: se ele for, já vai tarde”, disse.

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