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General Chagas desabafa sobre bolsonaristas: “Lamento o comportamento”

Candidato de Bolsonaro ao GDF, o militar da reserva também mandou recado para o presidente reconhecer erros "e o que precisa melhorar"

atualizado 11/04/2021 17:19

Hugo Barreto/Metrópoles

O general da reserva Paulo Chagas fez um desabafo, neste domingo (11/4), sobre os bolsonaristas mais radicais que criticam seus mais recentes posicionamentos contrários ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O militar da reserva foi o nome do atual mandatário da República para o Governo do Distrito Federal (GDF) ainda nas eleições de 2018.

“Muita gente se tem colocado contra a forma como penso, ajo e sempre agi e, de maneira grosseira, mal educada e demonstrando pouco ou nenhum conhecimento a meu respeito, me têm, em vão, achincalhado e ofendido”, iniciou. “Respeito, mas lamento este comportamento. Ele demonstra o quanto ainda temos que amadurecer como cidadãos e o quanto é importante para mim a coerência e a lealdade aos princípios e valores que me fizeram um inarredável Soldado da Pátria!”, escreveu no Facebook.

Paulo Chagas argumenta que na última eleição presidencial, fez campanha e votou contra o nepotismo e a favor da meritocracia. “Votei pelo combate implacável à corrupção e pelo apoio incondicional à Lava Jato. Votei pelo fim da politicagem, do jogo de interesses e do ‘presidencialismo de coalizão’, enfim, pela moralização da política no Brasil”, sublinhou.

Na publicação, o general afirma que “tem procurado manter-me coerente com estas propostas, porquanto, guardar a coerência é fundamental para conservar o homem em paz consigo mesmo, confiável e previsível diante dos que o cercam. Sei que a coerência deve andar sempre ao lado da lealdade e que a prática desta última envolve grandes riscos, na medida em que nem sempre será compreendida como virtude por quem dela desfruta”, pontuou.

“Há quem prefira a falsidade da bajulação do que a franqueza da sinceridade. Há quem prefira os afagos do servilismo hipócrita à rudeza da pura verdade. Há, ainda, aqueles que desconhecendo a lealdade a confundem com cumplicidade! Apesar disso, é com coerência e lealdade que tenho procurado contribuir para que o governo que ajudei a eleger chegue, pelo menos, ao final deste mandato e para que o Presidente Bolsonaro possa disputar a sua reeleição sabendo onde foi que, na minha opinião, errou e no que precisa melhorar”, finalizou.

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