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DF: sem plano para Covid-19, cemitérios têm 1,7 mil jazigos vagos

Segundo a Campo da Esperança, o estoque é suficiente para cinco ou até seis meses

atualizado 03/04/2020 17:37

Daniel Ferreira/Metrópoles

Responsável pelos seis cemitérios localizados no Distrito Federal, a Campo da Esperança  informou nesta sexta-feira (03/04) que há 1,7 mil jazigos prontos e não utilizados, o que representa uma reserva para cinco, mas podendo chegar a seis meses para o serviço funerário. A empresa diz, porém, que a abertura de sepulturas é uma ação rotineira e não há plano emergencial por causa da pandemia do novo coronavírus.

Ainda conforme nota encaminhada ao Metrópoles, a concessionária disse que “está em constante contato com o governo local para monitorar a situação sobre a Covid-19 e avaliar possível aumento da produção de jazigos. Se necessária, o que esperamos não aconteça, qualquer medida nesse sentido será definida em conjunto com o GDF”.

A Campo da Esperança informo ainda que há cerca de 90 mil gavetas em sepulturas já adquiridas disponíveis para as famílias que já pagaram pelo espaço. Essa reserva garante estoque para até oito anos.

De acordo com a empresa, os jazigos podem ter uma, duas ou três gavetas. Em cada uma delas, é possível depositar um caixão e duas urnas com restos mortais já exumados. A exumação é permitida no DF após três anos do sepultamento.

Sepultamento sem velório

Recentemente, a Campo da Esperança decidiu seguir as recomendações das autoridades e suspendeu velórios para corpos com suspeita do novo coronavírus. Nesses casos, há apenas o sepultamento com a urna fechada.

Embora não tenham contato direto com o corpo das vítimas, já que os caixões chegam lacrados, a empresa reforçou o uso de equipamentos de proteção para os funcionários que manuseiam os caixões. “Os sepultadores não têm contato algum com o corpo de vítimas suspeitas ou confirmadas da Covid-19. Mesmo assim, usam máscara, luvas e óculos, além do uniforme, para reforçar a proteção individual”, pontuou.

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