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Deputadas do DF defendem nota controversa do CRM local contra lockdown

Congressistas Bia Kicis (PSL) e Paula Belmonte (Cidadania), além de distrital Júlia Lucy (Novo), foram à manifestação na casa de Ibaneis

atualizado 01/03/2021 20:29

Deputada federal Bia KicisIgo Estrela/Metrópoles

Pelo menos três deputadas eleitas pelo Distrito Federal apoiaram, nesta segunda-feira (1º/3), nota pública divulgada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-DF), na qual a entidade médica se manifesta de maneira contrária ao lockdown decretado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). O teor do texto foi contestado pela Sociedade de Infectologia do DF e pela Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB).

O texto distorce orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e indica que as medidas restritivas têm impacto econômico com base em declaração de David Navarro, um enviado da entidade global.

“Conselho Regional de Medicina publica nota posicionando-se contra o lockdown. Ele não salva vidas e deixa os pobres muito mais pobres, além de trazer uma série de problemas psicológicos e na saúde em geral. Essa nota é muito importante”, escreveu a deputada federal Bia Kicis (PSL, foto em destaque) nas redes sociais.

Na mesma linha, Paula Belmonte (Cidadania) também criticou as medidas restritivas adotadas na capital da República. ““O lockdown não salva vidas e faz os pobres muito mais pobres. Quem disse foi a OMS, e agora o CRM-DF. Enquanto isso, o governador, que teve o seu secretário de Saúde preso, impede as pessoas de trabalharem”, emendou Paula Belmonte (Cidadania) no Twitter.

Representante do Partido Novo na Câmara Legislativa (CLDF), a deputada distrital Júlia Lucy também endossou o coro. “O Conselho Regional de Medicina do DF acaba de se posicionar contra o lockdown! Em ofício encaminhado ao governador, atesta que a medida é ineficaz e condenada até mesmo pela OMS. ‘O lockdown não salva vida e faz os pobres muito mais pobres’, afirma o documento”, escreveu a parlamentar na mesma plataforma.

Protestos

Contrárias às recomendações sanitárias defendidas por autoridades mundiais, as três parlamentares participaram, no último domingo (28/2), da manifestação em frente à casa do governador, localizada no Lago Sul, para criticar o fechamento parcial das atividades comerciais e de serviços.

Na nova investida, as parlamentares endossam o posicionamento da entidade representante da categoria médica que se baseou em declarações de David Nabarro durante entrevista a um site britânico.

O vídeo usado como base no posicionamento da entidade foi retirado de contexto. Na gravação, o pesquisador reconhece as consequências negativas do lockdown para o setor produtivo, mas diz que as medidas restritivas são justificadas como forma de achatar a curva de infecções em períodos de grande crise.

A OMS também defende a testagem em massa, o rastreamento de contatos, o uso de máscara de proteção facial, a quarentena para infectados e a higienização.

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