Cinco fatos que você não sabia sobre a nova ministra Flávia Arruda

Deputada pelo Partido Liberal, a nova integrante do Palácio do Planalto foi primeira-dama do DF e tem perfil habilidoso, segundo seus pares

Escolhida para ser a ministra-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) substituirá Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, que passa a ocupar a Casa Civil do Planalto do Planalto.

Parlamentar de primeiro mandato, a nova ministra ganhou destaque na presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional e é classificada por pares como dona de um temperamento moderado e conciliador.

Casada com José Roberto Arruda (PL-DF), Flávia era tida como sombra do ex-governador do DF, que lhe alçou na política. Arruda chegou a ser preso e condenado no âmbito da Caixa de Pandora, operação que desvendou um dos mais engendrados esquemas de corrupção envolvendo políticos, gestores e empresários da capital do país.

Apesar do vínculo óbvio com Arruda, nos últimos anos, Flávia desmonstrou capacidade de construir relações que a levaram a postos de destaques. O mais recente foi o comando da articulação orçamentária no Legislativo e, nesta segunda-feira (29/3), foi anunciada ministra.

A ascensão da congressista também prestigia o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, um dos políticos mais representativos do chamado Centrão.

O Metrópoles separou cinco fatos curiosos que ajudam a apresentar o perfil da nova ministra de Bolsonaro:

1- Nas últimas eleições, estreia dela no Congresso Nacional, Flávia Arruda foi a mais votada da bancada do Distrito Federal e obteve 121.340 votos.

2- Como parlamentar de primeiro mandato, Flávia foi uma das mais próximas aliadas de Rodrigo Maia (DEM-RJ) enquanto presidente da Câmara dos Deputados e, atualmente, também tem muita proximidade com Arthur Lira (PP-AL), que não recebeu o apoio do democrata. O bom trânsito entre as duas forças oponentes demonstra a facilidade que a parlamentar tem de se relacionar no Congresso

3- A nova ministra entrou na política como substituta do marido nas eleições de 2014. Na época, Arruda foi considerado ficha-suja pelo envolvimento na Operação Caixa de Pandora, também conhecida como Mensalão do DEM. Ela concorreu à vice na chapa encabeçada pelo já falecido Jofran Frejat (PL). Não venceu.

4- Além de bacharel em direito, Flávia Arruda também estudou educação física, mas não chegou a atuar na área.

5- Antes do mandato, a parlamentar trabalhou na Rede Bandeirantes e foi a garota do tempo do canal de TV.