Após pane em app, diretório gaúcho quer reunião com cúpula do PSDB

Aplicativo para escolha de Doria, Leite ou Virgílio à corrida presidencial apresentou instabilidade e impediu participação de filiados

O diretório tucano do Rio Grande do Sul solicitou, neste domingo (21/11), uma reunião de emergência com a cúpula nacional do PSDB a fim de acompanhar os problemas registrados no aplicativo criado pelo partido para a votação das prévias internas que ocorrem em todo o país.

A sigla está decidindo qual será o nome que vai representar os tucanos na eleição presidencial de 2022: os governadores João Doria, de São Paulo, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. O ex-senador Arthur Virgílio (AM) também se colocou como candidato.

“O Diretório Estadual do PSDB do Rio Grande do Sul, representado por seu presidente, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência requerer a realização de reunião extraordinária da Comissão Executiva Nacional até as 15h deste domingo (21/11), a fim de avaliarem as condições a evolução da votação e decidir as providências a serem adotadas para garantir a legitimidade do processo eleitoral, tendo em vista os problemas no aplicativo”.

“Desde já solicita-se que seja disponibilizada até o início da reunião relatório sobre o andamento da votação pelo país bem como relatório de volumes e de tentativas de conexão com o servidor, capacidade servidor de aplicativo”.

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Imagens mostram falha no aplicativo de votação remota das prévias do PSDB
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Instabilidade

Instabilidade no sistema de votação das prévias do PSDB tem impedido a escolha do candidato tucano à Presidência da República em 2022, segundo filiados à legenda.

A reclamação não é de lentidão no aplicativo, mas de impossibilidade de votar. Em nota, o presidente do diretório de São Paulo, Marco Vinholi, diz que até 12h30, a ferramenta ficou mais de quatro horas instável.

Em grupos do PSDB, filiados dizem que estão tentando votar desde cedo e não conseguem. “Toda hora trava, chego até o momento de escolher o candidato e na hora de mandar a foto para validar o voto, simplesmente trava e volta do início”, diz um dos comentários.

Eleição híbrida

Presencialmente em Brasília, apenas dirigentes tucanos e mandatários — com exceção de vereadores — podem votar nas urnas cedidas pela Justiça Eleitoral. Esse número é de 700 nomes, entre governadores, prefeitos, vices, senadores, deputados federais, deputados estaduais.

Os demais filiados participam do pleito por meio de um aplicativo criado exclusivamente para registrar cada um dos 44,7 mil tucanos que se cadastraram para votar pela internet.

“Noventa por cento de todos os detentores de mandatos do PSDB se cadastraram pra votar. Nós estamos falando 100% dos senadores, deputados federais, 100% estaduais, 100% dos governadores, 92% de prefeitos e vice-prefeitos, 90% dos vereadores e os outros 39 mil, que significam eleitorado maior do que cinco mil municípios brasileiros”, disse o presidente nacional da sigla, Bruno Araújo.

Segundo o cacique tucano, a decisão de realizar prévias para a escolha de candidatos “não tem mais volta”. “Daqui para frente, é isso dentro do PSDB e a gente espera que outros partidos aliados ou que disputam porções políticas conosco ingressem nessa mesma posição de democratizar essas decisões”, continuou.