
Ilca Maria EstevãoColunas

Bottega Veneta: 1º desfile de Trotter é rico em detalhes e história
Louise Trotter reinventa os clássicos da Bottega Veneta em sua estreia no Milão Fashion Week com texturas, sobreposições e bolsas grandiosas
atualizado
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O Milão Fashion Week recebeu, nesse sábado (27/9), a estreia de Louise Trotter na Bottega Veneta, em um desfile cujo mergulho no acervo da grife italiana se mostrou uma abundante fonte de criatividade e luxo. O trabalho, profundo em referências não só de design, mas também de história, resultou em novas formas de explorar a beleza das texturas, sobreposições e clássicas bolsas da marca.
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Antes de assumir a direção criativa da Bottega, Louise Trotter deixou sua marca na Lacoste, na qual seu trabalho de construção manual e atenção aos detalhes proporcionou uma imagem refinada à marca. Na nova casa, não começou diferente. A pegada artesanal da diretora foi provada com franjas que balançavam em casacos amplos e vestidos que cintilavam. O intrecciato — trançado clássico da Bottega — apareceu reinventado em jaquetas, além da adição de materiais como vinil e tafetá.
As bolsas, cada vez maiores e funcionais, abandonam a discrição e assumem papel central nos looks. Já as texturas clássicas da Bottega surgem em novas interpretações, tanto em peças únicas, quanto em pequenos elementos que se tornam o protagonista do look inteiro. Entre outros destaques estão os lenços pesados e sofistifados, que circundam o pescoço, e a sobreposição, acrescentando profundidade à alfaiataria que guiou a coleção.




Trotter, a nova mente da Bottega Veneta
Para além da estética, Trotter teve uma inspiração intercontinental em um triângulo de referências: Vêneto, Milão e Nova York, como afirmou à The Impression. “A Bottega Veneta nasceu na região de Vêneto, com suas cores, seus materiais e seu passado industrial”, explicou. “Mas, também, imaginei uma mulher italiana arquétipa — alguém como nossa fundadora — mudando-se para Nova York, trabalhando com Andy Warhol na Factory, vivendo uma libertação. Essa foi a energia que quis capturar”, completou.

O resultado foi uma coleção inspirada na história da marca, mas que não se limita a ela. Trotter traduziu o espírito de liberdade em roupas que falam tanto do passado quanto do presente, e que ampliam o diálogo da Bottega Veneta com um público em busca de peças que sejam, ao mesmo tempo, funcionais, sofisticadas e cheias de personalidade.
Confira mais imagens do desfile de estreia de Louise Trotter na Bottega Veneta:


















