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Católicos pressionam deputados a suspender colega que xingou papa

Suspensão do mandato de Frederico D’Ávila (PL) por três meses já foi aprovada pelo Conselho de Ética, mas falta plenário da Alesp analisar

atualizado 22/06/2022 12:48

Deputado Frederico D'AvilaReprodução/Assembleia Legislativa da São Paulo

Entidades católicas estão pressionando parlamentares paulistas a aprovarem, nesta quarta-feira (22), no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo, o pedido de suspensão do mandato do deputado Frederico D’Ávila (PL).

O parlamentar bolsonarista responde a um processo disciplinar na Alesp por ter xingado o papa Francisco e o e o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, durante discurso na tribuna da Casa, em outubro de 2021.

O relatório pela suspensão do mandato do deputado por três meses foi aprovado pelo Conselho de Ética da Casa em fevereiro. A votação final do caso em plenário, porém, já foi adiada por seis vezes.

Entidades católicas fizeram chegar a parlamentares que estão monitorando os nomes dos parlamentares que têm atuado para evitar a votação. A promessa é retaliar esses deputados nas eleições de outubro.

A pressão dessas entidades foi intensificada nos últimos dias em razão da proximidade do início do recesso parlamentar do meio do ano na Alesp.

Em abril, D’Ávila chegou a conseguir uma liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo que impedia a votação de seu processo no plenário da Alesp. A mesa diretora da Casa recorreu e a decisão foi derrubada.

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