Barroso recusou encontrar braço direito de Eduardo Bolsonaro em Miami
Presidente do STF recusou proposta de encontro em Miami com jornalista Paulo Figueiredo, braço direito de Eduardo Bolsonaro nos EUA

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, recusou um encontro com o jornalista bolsonarista Paulo Figueiredo no início de julho, em Miami, nos Estados Unidos, quando o magistrado estava de férias na cidade.
Braço direito de Eduardo Bolsonaro na articulação por sanções do governo Trump contra autoridades brasileiras, o jornalista é neto do general João Batista Figueiredo, último dos presidentes da ditadura militar.
A tentativa de encontro foi confirmada à coluna na quinta-feira (31/7) tanto pelo jornalista, que mora nos Estados Unidos desde 2015, quanto por Barroso, por meio da assessoria de imprensa do Supremo.
À coluna Paulo Figueiredo disse que um amigo em comum dele e do presidente do STF teria sugerido o encontro entre os dois. O jornalista disse que topou a conversa, mas Barroso não aceitou.
“Eu soube pelo governo americano que o Barroso estaria aqui. Existia um impasse sobre o visto dele. Decidiram deixá-lo entrar por conta do anúncio das tarifas, que aconteceria no dia seguinte e não queriam antecipar o conflito diplomático. Eu comentei com um amigo em comum que sabia que (Barroso) estava aqui, e ele sugeriu o encontro. Eu apoiei a ideia e disse que, provavelmente, seria a última oportunidade de conversarmos aqui nos EUA, porque sabia que ele fatalmente perderia o visto”, relatou Figueiredo à coluna.
De acordo com o jornalista, Barroso desembarcou em Miami dia 4 de julho. O voo era procedente de Lisboa, em Portugal, onde o ministro havia participado dias antes do chamado “Gilmarpalooza”.
Braço direito de Eduardo lamenta
As assessorias de Barroso e Figueiredo não explicaram por que o ministro não topou a conversa. “Eu não me opus (ao encontro), mas a conversa acabou não acontecendo. Eu também não sei o motivo”, disse o jornalista.
Figueiredo lamentou que a reunião não tenha acontecido. “Uma pena não ter ocorrido. Tenho alguns amigos em comum com o ministro Barroso. Todos dizem que ele é uma pessoa muito agradável”, afirmou.
O jornalista disse ainda à coluna que Eduardo não soube da articulação para o encontro, porque a conversa não ocorreu. “Acho que o Eduardo não soube, porque não virou uma realidade”, explicou.
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