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Após críticas, governo cria plano integrado de combate a incêndios

Segundo apurou a coluna, o plano prevê operação com cerca de seis mil servidores dos bombeiros, polícias militares, Ibama e ICMBio

atualizado 21/07/2021 20:06

Pantanal On Fire In Brazil - PF investiga possíveis responsáveis por incêndios no Pantanal em MSGustavo Basso/NurPhoto via Getty Images

Após duras críticas internas e externas às queimadas na Amazônia e no Pantanal em 2020, o Ministério da Justiça lançará, nesta quinta-feira (22/7), uma operação integrada de combate a incêndios no Brasil em 2021.

Segundo apurou a coluna com fontes da pasta, o plano deve contar com cerca de seis mil servidores federais e estaduais, entre eles, bombeiros, policias militares e funcionários do Ibama e do ICMBio.

Intitulada “Guardiões do Bioma”, a operação fará parte do chamado “Plano Estratégico Operacional de Atuação Integrada no Combate a Incêndios Florestais”, o primeiro desse tipo no país.

Além da Justiça, a operação envolve os ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Regional e secretarias estaduais de Segurança Pública e de Meio Ambiente.

Foco
A ideia é que os quase seis mil profissionais atuem na prevenção, repressão e investigação de casos relacionados a queimadas e outros crimes ambientais na Amazônia, Cerrado e Pantanal.

Os profissionais serão enviados conforme demanda dos estados, entre os meses de agosto e novembro deste ano, quando os incêndios costumam aumentar nessas regiões.

O foco de atuação será nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Goiás.

Dos quase seis mil profissionais, serão 200 bombeiros e policiais militares da Força Nacional de Segurança Pública, 1.642 do PrevFogo do Ibama e 1.427 brigadistas do ICMBio.

Haverá ainda 1.570 bombeiros e policiais militares ambientais dos estados e outros 900 bombeiros de outras unidades da federação que poderão ser enviados para reforço, caso necessário.

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