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Igor Gadelha

Amorim sobre EUA: “Diferença entre bravata e ameaça às vezes é sutil”

À coluna, Celso Amorim demonstrou preocupação com a ameaça dos EUA de usar poder militar contra o Brasil em defesa da liberdade de expressão

Repórter de Igor Gadelha10/09/2025 10:49, atualizado 10/09/2025 11:50
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Roque de Sá/Agência Senado
celso amorim cre senado - Metrópoles

Principal assessor de Lula para assuntos internacionais, o ex-chanceler Celso Amorim demonstrou preocupação com a fala da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, de que Donald Trump “não tem medo” de usar o poder militar pela liberdade de expressão no mundo.

Em conversa com a coluna na manhã desta quarta-feira (10/9), Amorim disse que a diferença entre uma “bravata” e uma “ameaça” poder ser “sutil”. “A diferença entre bravata e ameaça é às vezes muito sutil”, afirmou o ex-chanceler.

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Roque de Sá/Agência Senado

Questionado, então, se considera a fala da porta-voz da Branca – feita durante conversa com a imprensa norte-americana e internacional na tarde da terça-feira (9/9) – uma  “bravata” ou “ameaça”, Amorim se limitou a responder: “Para bom entendedor…”.

O ex-chanceler disse, ainda, que não acredita que os Estados Unidos cometam a “loucura” de atacar militarmente o Brasil em razão de um um suposto cerceamento à liberdade de expressão relacionado ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Amorim fez questão de ressaltar, entretanto, que, aos olhos do direito internacional, a mera ameaça do uso da força, como foi feita pela porta-voz da Casa Branca, contraria os princípios do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas.

“Não creio que os EUA cometam o que seria uma loucura. Mas lembro que a mera ameaça do uso da força  – ainda que retórica  – é contrária aos princípios básicos do Direito Internacional e à Carta da ONU”, disse.

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