Os planos de governo dos quatro presidenciáveis que lideram as pesquisas de intenções de voto tratam a questão prisional de forma genérica, quando ao menos abordam o tema.
Nenhum candidato detalhou soluções para o encarceramento em massa nem discutiu outras questões relacionadas ao sistema prisional, como superlotação, as falhas na ressocialização, a violência dentro dos presídios, o domínio de facções, a situação das mulheres presas.
O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, atrás dos Estados Unidos e da Rússia. Segundo a versão deste ano do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o país apresenta 820,7 mil presas, sendo que 429,2 mil se identificam como negros (ou 67,5% do total).
O plano de governo de Lula cita a intenção de construir “políticas que combatam e revertam a política atual de genocídio e a perseguição à juventude negra, com o superencarceramento”, mas não explicita quais seriam as medidas adotadas pela administração federal.
Ciro Gomes afirma no programa que “a gestão prisional deve ser aprimorada, de modo a elevar o percentual da população carcerária que venha a se ressocializar”, sem também detalhar quais são as propostas para a área.
Nem Bolsonaro nem Tebet citaram a questão prisional em seus respectivos planos de governo.