Lula faz périplo partidário, e confusões em estados ficam para depois

Lula prestigia eventos de partidos que irão compor a coligação do PT, mas sem ter um prazo para resolver pendências acumuladas nos estados

O ex-presidente Lula decidiu participar de todos os congressos dos partidos que ratificaram apoio à sua pré-candidatura ao Planalto, mas está longe de resolver as pendências para formar palanques nos estados.

As principais divergências são ligadas ao PSB, e dirigentes do partido dizem que não esperam avanços nas discussões com o PT antes de junho.

Na segunda-feira (25/4), os petistas chegaram ao entendimento de que a coordenação da campanha terá de ser feita por Lula e pelo vice, Geraldo Alckmin. O ex-presidente disse no encontro que o restante do grupo de campanha será definido após os congressos dos aliados, em reunião com todos os dirigentes partidários.

Um interlocutor de Lula afirma que, por se tratar de uma campanha de “centro-esquerda”, os aliados que não fazem parte do campo progressista terão de ser ouvidos na elaboração das estratégias políticas e de marketing.

Lula foi a Brasília nesta quinta-feira (28/4) e participou de um evento organizado por filiados da Rede, ligados ao senador Randolfe Rodrigues, e do congresso do PSB. O ex-presidente irá neste sábado (30/4) ao ato do PSol e, na próxima terça-feira (3/5), se reúne com dirigentes do Solidariedade.

Após sucessivos atrasos, o lançamento da pré-candidatura de Lula acontecerá no dia 7 de maio, em São Paulo.

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Luiz Inácio Lula da Silva, nascido em 1945, é um ex-metalúrgico, ex-sindicalista e político brasileiro. Natural de Caetés, no Pernambuco, foi o 35º presidente do Brasil
De origem simples, Lula se mudou para São Paulo com a família quando ainda era criança. Na infância, trabalhou como vendedor de frutas e engraxate
Mais tarde, tornou-se auxiliar de escritório, foi aluno do curso de tornearia mecânica no Senai e, tempos depois, passou a trabalhar em uma siderúrgica que produzia parafusos, onde perdeu o dedo mínimo da mão esquerda
Em 1966, Lula começou a trabalhar em uma empresa metalúrgica. Em 1968, filiou-se ao Sindicado de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema e, em 1969, foi eleito para a diretoria do sindicato da categoria
Durante a ditadura militar, liderou a greve dos metalúrgicos e foi preso, cassado e processado com base na lei vigente à época. Foi justamente nesse período que a ideia de fundar o Partido dos Trabalhadores surgiu
Para formar a sigla, juntou representantes de movimento sindicais, sociais, católicos e intelectuais. Lula se tornou o primeiro presidente do PT. Durante a redemocratização, foi um dos principais nomes do Diretas Já, e no mesmo período, iniciou a carreira política
Em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo e, em 1989, concorreu pela primeira vez para presidente. Perdeu para Fernando Collor. Lula disputou o Palácio do Planalto outras duas vezes até ser eleito, em 2002
Cumprindo o primeiro mandato, foi reeleito em 2006, após disputa com Geraldo Alckmin, e permaneceu como presidente até 31 de dezembro de 2010
Durante o período em que foi chefe de Estado, ficou conhecido pelos programas sociais Fome Zero e Bolsa Família, pelos planos de combate à pobreza e pelas reformas econômicas que aumentaram o PIB brasileiro. No exterior, Lula foi considerado um dos políticos mais populares do Brasil e um dos presidentes mais respeitados do mundo
Após passar a faixa presidencial para Dilma Rousseff, Lula começou a realizar palestras nacionais e internacionais. Em 2016, foi nomeado por Dilma para comandar a Casa Civil, mas foi impedido de exercer a função pelo STF
Em 2017, Lula foi condenado pelo então juiz Sergio Moro por lavagem de dinheiro e corrupção, resultado da operação que ficou conhecida como Lava Jato. A sentença levou Lula à prisão até 2019, quando ele foi solto após o STF decidir que ele só deveria cumprir pena depois do trânsito em julgado da sentença
Em 2021, o Supremo declarou que Sergio Moro foi parcial nos julgamentos e, consequentemente, todos os atos processuais foram anulados. Lula tornou-se elegível outra vez e, tempos depois, confirmou a intenção de se candidatar novamente ao Planalto

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