Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Governo impõe sigilo a documentos sobre vazamento de dados de médicos

Ministério da Saúde se recusou duas vezes a divulgar documentos; dados em poder da pasta foram vazados para deputada negacionista

atualizado 04/02/2022 23:01

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anuncia durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira 5:01, a inclusão de crianças de 5 a 11 anos contra covid 19 Igo Estrela/Metrópoles

O Ministério da Saúde impôs sigilo a todos os documentos relacionados ao vazamento de dados pessoais de médicos que defenderam a vacinação infantil. Os dados em poder da pasta foram vazados no mês passado e divulgados pela deputada bolsonarista Bia Kicis. Nesta semana, a PGR foi cobrada formalmente a investigar a conduta do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e da deputada no caso.

A coluna pediu ao ministério, por meio da Lei de Acesso à Informação, documentos relacionados ao vazamento. Com essas informações públicas, seria possível, por exemplo, saber como os dados pessoais chegaram a Bia Kicis, por meio de quais funcionários e sob quais ordens. A pasta se recusou, por duas vezes, a fornecer qualquer documento sobre o caso. A solicitação será analisada pela Controladoria-Geral da União.

Em 4 de janeiro, três médicos que haviam participado de uma audiência pública sobre a vacinação infantil contra a Covid tiveram dados divulgados indevidamente pela deputada negacionista Bia Kicis. Kicis admitiu ter vazado para grupos antivacina as informações que estavam em poder do ministério.

Três dias depois, o ministro da Saúde ironizou quando foi questionado sobre o vazamento da pasta sob seu comando: disse que não era “fiscal de dados do ministério”.

Publicidade do parceiro Metrópoles 1
Publicidade do parceiro Metrópoles 2
Publicidade do parceiro Metrópoles 3
Publicidade do parceiro Metrópoles 4
Publicidade do parceiro Metrópoles 5
Publicidade do parceiro Metrópoles 6
Publicidade do parceiro Metrópoles 7
0

Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Clique aqui.

Siga a coluna no Twitter e no Instagram para não perder nada.

Mais lidas
Siga as redes do Guilherme Amado
Últimas da coluna