Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Governo começa perseguição a quem pediu extradição de Allan dos Santos

Primeiro movimento foi a exoneração da delegada responsável pela cooperação internacional no Ministério da Justiça

atualizado 10/11/2021 12:14

Allan dos Santos do blog terça livreHugo Barreto/Metrópoles

O governo federal começou a perseguir os servidores públicos responsáveis for formalizar o pedido de extradição de Allan dos Santos, o ativista bolsonarista amigo da família Bolsonaro.

O primeiro movimento foi a exoneração da delegada Silvia Amélia da chefia da Diretoria de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça (DRCI). Mas não deve parar por aí.

O DRCI é a área responsável por tocar esse tipo de pedido envolvendo brasileiros foragidos no exterior e outros temas de cooperação internacional em geral.

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O movimento segue o script de outras intervenções do governo em áreas delicadas, como o feito na Polícia Federal.

Há o temor de que novas demissões ocorrerão no órgão. Na mira estão coordenadores da DRCI e também a assessora internacional, Georgia Diogo.

O clima no local é de apreensão já que nada do gênero foi visto na unidade há muito tempo. O DRCI está agora acéfalo, já que não foi escolhido alguém para substituir a delegada e o cargo de diretor adjunto está vago.

Silvia é delegada da Polícia Federal desde 2006 e tem mestrado em relações internacionais na França. Antes de chegar ao posto, ela chegou a ser diretora-executiva substituta da PF.

O Ministério da Justiça é um foco de atenção de Jair Bolsonaro desde o início do seu governo. O ex-ministro Sergio Moro deixou a pasta por não atender os pedidos de Bolsonaro em relação a Polícia Federal. No seu lugar entrou André Mendonça, que acabou deixando o posto em março deste ano quando foi indicado para uma vaga no STF. Hoje, quem ocupa o posto é o delegado Anderson Torres, da PF, ex-secretário de Segurança Pública do DF, no governo Ibaneis Rocha.

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