Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Naomi Matsui

Entidade de consumidores contesta aval do Cade para compra da BRF pela Marfrig

Ibedec pede que tema seja melhor estudado antes de aprovação

atualizado 08/10/2021 20:10

Reprodução

O Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa do Consumidor (Ibedec) apresentou nesta sexta-feira (8/10) um recurso contra uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) dada em setembro que liberou a Marfrig a comprar 31% das ações da BRF Foods.

Na petição, apresentada ao Tribunal Administrativo do Cade, a entidade pediu que haja um aprofundamento do tema para verificar se não haverá exercício abusivo das empresas.

No pedido, o Ibedec afirmou que a transação é danosa ao mercado e que pode prejudicar a concorrência no país, uma vez que a Marfrig se tornará a maior acionista da concorrente.

A entidade refuta o argumento da BRF e da Marfrig de que as empresas têm focos diferentes, sendo uma em carne bovina in natura e outra em produtos processados à base de carne.

Segundo o Ibedec, não há garantia de que as empresas atuarão em frentes diferentes.

“É uma pauta importante aos consumidores. Em um país já pressionado pela inflação, concentrar mercado representa risco grave à cadeia econômica como um todo”, diz o Ibedec.

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