Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Defensoria pede que governo mantenha assentamento Dorothy Stang no PA

Incra criou assentamento, mas recuou 4 dias depois; missionária Dorothy Stang foi morta em 2005 no local, que segue palco de conflitos

atualizado 06/07/2022 16:20

Reprodução

A Defensoria Pública da União (DPU) pediu na terça-feira (5/7) que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) mantenha o assentamento Irmã Dorothy Stang, em Anapu (PA). O próprio Incra criou o assentamento na última sexta-feira (1º/7), mas quatro dias depois recuou e apontou um erro técnico em seu processo.

O assentamento tem 73 famílias e ocupa a área onde a missionária Dorothy Stang foi assassinada com cinco tiros em 2005, aos 73 anos. Na época, Stang vinha recebendo ameaças de morte de madeireiros e fazendeiros da região.

A criação do assentamento atendeu a pedido do Ministério Público Federal. A União, representando o governo Bolsonaro, e o Incra foram contra.  Se o assentamento for mantido, argumentou o defensor nacional de Direitos Humanos da DPU, André Porciúncula, “diversos conflitos agrários que existem na região serão atenuados. A medida também evita o crescimento da insegurança jurídica sobre a ocupação dessa área”.

Quase duas décadas após a execução de Stang, o local segue um palco de conflitos. Em 11 de maio, pistoleiros fortemente armados invadiram e incendiaram casas na área.

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