Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Naomi Matsui

Burocracia do Ministério da Saúde atrasou doação de testes de Covid, diz empresário

Empresário fez relato a parlamentares durante almoço

atualizado 14/09/2021 20:34

Ministério da Saúde com operários limpando letreiroRafaela Felicciano/Metrópoles

A burocracia do Ministério da Saúde fez com que a Dasa, empresa de diagnóstico, levasse seis meses para doar testes de Covid durante a pandemia. Segundo um representante da empresa disse a parlamentares nesta terça-feira (14/9) durante um almoço, em Brasília, o ministério não sabia lidar administrativamente com a doação.

“Havia medo no funcionário sobre a Lei de Improbidade Administrativa. Ninguém queria assinar e passavam para outro órgão”, afirmou Fábio Cunha, representante da Dasa, em um almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo sobre insegurança jurídica.

“Levamos seis meses para conseguir finalizar a doação. Se nós tivéssemos começado seis meses ou quatro meses antes, muitas vidas teriam sido salvas. Doamos 3 milhões de exames. Poderíamos ter chegado a 4 [milhões]”, estimou.

A Dasa é uma das maiores empresas de medicina diagnóstica da América Latina.

À mesa, o senador Antonio Anastasia, coordenador do grupo no Senado, emendou:

“É a administração canina: ‘ao, ao’. ‘Ao fulano, ao sicrano…’ Só vai despachando. Esse é o drama que foi colocado”, afirmou Anastasia, em meio a risos dos presentes.

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