Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Auxiliar de Pedro Guimarães, coronel do Exército foi afastado da Caixa

Coronel Edno Martins se recusou a dizer se já presenciou comportamento suspeito do presidente da Caixa, investigado por assédio sexual

atualizado 05/07/2022 10:28

A previsão inicial era que o auxílio fosse pago por três meses, mas a lei deu a possibilidade de prorrogação do benefício.Raimundo Sampaio/ESP. METRÓPOLES

Um coronel da reserva do Exército está na lista dos auxiliares de Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa investigado por assédio sexual, que foram afastados do banco. O coronel Edno Martins da Silva Leão se recusou, na segunda-feira (4/7), a responder se havia presenciado alguma atitude suspeita do chefe.

“Foi uma saída que eu já esperava, entendeu? Não tem problema nenhum”, disse o militar à coluna. Questionado se já havia visto algum comportamento suspeito do então presidente da Caixa, denunciado por assédio sexual por funcionárias da estatal, o coronel não respondeu.

“Não vou te falar nada por telefone nem pessoalmente. O que está acontecendo é uma exploração midiática fora do normal”, disse Edno Martins, encerrando a conversa. O militar passou à reserva do Exército em 2013. Em 2019, no início do governo Bolsonaro, despachou na Secretaria de Assuntos Estratégicos, no Palácio do Planalto.

Na segunda-feira (4/7), a nova presidente da Caixa, Daniella Marques, disse em entrevista à GloboNews ter afastado ao menos seis pessoas ligadas a Pedro Guimarães, a exemplo de cinco consultores e a chefe de gabinete, sem detalhar os nomes. Marques tomará posse no comando do banco nesta terça-feira (5/7). “Inaceitável que haja indício de assédio sexual”, afirmou.

Na semana passada, a coluna de Rodrigo Rangel mostrou que cinco funcionárias denunciaram o então presidente da Caixa, Pedro Guimarães, por assédio sexual. O Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público do Trabalho abriram investigações sobre o caso.

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