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Justiça atende Sindmetrô-DF, mas dirigentes ficam sem benefícios

Embora o processo judicial seja de autoria da entidade, o Metrô-DF avaliou que integrantes da diretoria renunciaram à representação sindical

atualizado 16/11/2019 11:35

Metrô-DFRafaela Felicciano/Metrópoles

Ironia do destino, justamente os dirigentes do sindicato que batalharam para a conquista de benefícios aos funcionários do Metrô-DF ficaram sem as vantagens.

A diretoria colegiada do Metrô-DF decidiu, em 8 de novembro de 2019, que o auxílio-alimentação deve ser pago aos empregados, exceto para quem ingressou com ações individuais.

Há 55 processos desta natureza, incluindo os de autoria de todos os dirigentes sindicais. A deliberação da empresa pública é consequência da determinação judicial que atende pedido do Sindicato dos Metroviários (SindMetrô-DF).

Em despacho, a Procuradoria Jurídica do Metrô-DF assinalou que os sindicalistas renunciaram à representação pelo sindicato na ação coletiva ao procurar a Justiça individualmente.

Para eles, conforme o documento, valerá o que for definido em cada ação individual.

No dia 29 de outubro, a juíza do trabalho Solyamar Soares acolheu solicitação do SindMetrô-DF e determinou, de forma provisória até análise do mérito, fornecimento do plano de saúde e indenização de transporte, além do auxílio-alimentação, entre outras vantagens.

Segundo a diretora de Comunicação e Mobilização do SindMetrô-DF, Renata Campos, a ação coletiva ampara todos e se sobrepõe às individuais.

Confira trecho do despacho da Procuradoria Jurídica:

Leia a decisão da diretoria colegiada do Metrô-DF:

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