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Coach que se perdeu com 32 pessoas em SP quer se lançar à Presidência

Marçal vende cursos e dá palestras motivacionais. Ele, que tem 2 milhões de seguidores só no Instagram, diz que será candidato a presidente

atualizado 29/04/2022 21:28

Fotografia colorida de homem em pé com mão sobre cadeiraDivulgação/Ben e Carol Noel Fotografia

O empresário que ficou conhecido como “coach messiânico”, Pablo Marçal, quer se lançar candidato a presidente da República. Ele batizou o projeto político de “O Destravar da Nação”.

Marçal tem 2,1 milhões de seguidores no Instagram e 1,4 milhão de inscritos no YouTube. Ele afirma que impacta 10 milhões de pessoas por mês. O empresário é autor de livros, vende cursos, dá palestras motivacionais que tratam de prosperidade e que costumam estar lotadas.

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Porém, o feito mais rumoroso de Marçal neste ano foi o fato de ele ter guiado 32 pessoas para o Pico dos Marins, em São Paulo, e precisar de resgate. O guia se perdeu.

Primeiro, houve uma grande comoção envolvendo o resgate dos seguidores de Pablo. Depois de nove horas de trabalho, o Corpo de Bombeiros salvou o grupo. O tenente da corporação Pedro Aihara chamou o mentor de irresponsável.

Veja trecho da entrevista concedida ao Metrópoles:

“Eu vejo que, em poucas semanas, no máximo dois ou três meses, o Brasil vai ter despertado. Eu chamo de O Destravar da Nação. Vai começar em 1º de maio, Dia do Trabalhador”, disse Marçal.

O empresário disse ter noção de que sua pré-candidatura “vai parecer, no começo, uma piada”: “Eu me vejo entrando na corrida sendo ridicularizado. Mas nunca julgue alguém que tem o coração apaixonado, alguém que sabe o que está fazendo.”

“Coach messiânico” integrou quadrilha que desviou dinheiro de bancos

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“Cada um que cuide da sua vida”, diz coach que levou grupo à serra

Condenação

Marçal foi condenado, em 2010, por participar de uma quadrilha que desviou dinheiro de bancos. A condenação, pela prática do crime de furto qualificado, foi de 2 anos e 6 meses de reclusão. Ele, porém, teve a pena extinta, em 2018, por prescrição retroativa, uma vez que se passaram mais anos do que a sentença após trânsito em julgado.

Em março do ano passado, em live transmitida pelas redes sociais, o coach falou sobre o processo que respondeu na Justiça. Ele nega participação na quadrilha e afirma que “apenas arrumava os computadores”.

Confira a entrevista de Marçal na íntegra:

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