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Briga de médico do GDF e funcionário da Caesb acaba na delegacia

No último sábado de 2019, os vizinhos se desentenderam após o anestesiologista passar trator na Rua 11 do Lago Oeste para fechar buracos

atualizado 06/01/2020 20:56

13 DPMichael Melo/Metrópoles

Um médico da Secretaria de Saúde e um funcionário da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) acabaram na delegacia após uma briga envolvendo buracos da Rua 11 do Núcleo Rural Lago Oeste, em Sobradinho.

No início da noite de 28 de dezembro de 2019, último sábado do ano, o desentendimento dos vizinhos sobre a arrumação da via, que fica em área de preservação, parou na 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho).

Anestesiologista, José Marcellino de Almeida Neto contou à polícia que tem o costume de passar um trator na Rua 11 para fechar os buracos da via.

Mas, naquele dia, a esposa do vizinho Benedito Martins Guimarães Filho disse que ele não poderia fazer aquilo porque não tinha autorização. Em seguida, Benedito teria apontado uma arma para a cabeça de José Marcellino.

Já Benedito contou que paga para um caseiro colocar brita na rua a fim de cobrir os buracos, mas José Marcellino estaria desfazendo o serviço ao passar com o trator pelo local.

Segundo o empregado da Caesb, a esposa dele foi conversar com o médico, mas ele teria acelerado o veículo em direção à ela. Por essa razão, argumentou, pegou a pistola, que é de pressão, e não uma arma de fogo. Contudo, ele negou que tenha ameaçado o vizinho. À Polícia Militar, Benedito mostrou a nota fiscal da arma.

A coluna falou com os dois envolvidos. José Marcellino, que chamou a Polícia Militar, classificou a reação de Benedito como desproporcional.

“Ele veio com uma arma – que depois foi revelada que era de chumbinho –, mas tinha aparência de uma arma de fogo. Eu acreditei que ele fosse atirar. Quando me apontou a arma, tratei de sair de lá. Não houve ameaça minha a ninguém”, frisou o médico.

Benedito disse que o tipo de veículo do vizinho, na verdade, bagunça a rua. “É uma pá carregadeira. Aquela máquina não é feita para ajeitar rua e, em vez de tapar os buracos, tira a brita. A rua está só lama”, destacou. E reforçou que não fez ameaça.

“Cheguei até o portão com a arma. Mesmo assim, só estava na minha mão, e não ameacei ninguém”, disse o funcionário da Caesb. 

Os investigadores da 13ª DP concluíram o trabalho de apuração e encaminharam o caso à Justiça, que decidirá quem é vítima e culpado.

“Após o registro, as partes assinaram um Termo de Compromisso de Comparecimento em juízo e foram liberadas por força de lei. Nesse caso, como teria havido ameaça recíproca, o Judiciário vai analisar. Mas, para a polícia, os dois são autores e vítimas do crime de ameaça”, afirmou o delegado-chefe da 13ª DP, Hudson Maldonado.

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