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AGU: número dois pede demissão após exonerações no alto escalão

Advogado-geral da União substituto, Paulo Medeiros Carvalho, enviou ofício pedindo desligamento do cargo e alfinetou a chefe

atualizado 03/05/2018 13:46

WESLEYMCALLISTER/ASCOMAGU

As demissões de membros do alto escalão da Advocacia-Geral da União continuam provocando reações de servidores do órgão. Após a dura manifestação da Associação dos Advogados Públicos Federais (Anafe), que apontou “conveniência pessoal” da advogada-geral da União, Grace Mendonça, no afastamento de dois dos quatro cargos máximos da instituição, integrantes da cúpula da AGU pediram exoneração nessa quarta-feira (2/5).

Por meio de ofício, o advogado-geral da União substituto, Paulo Medeiros Carvalho, pediu desligamento do cargo. Na carta entregue à Grace, o número dois da hierarquia da AGU alfinetou a chefe ao afirmar que vai “continuar atuando pelo interesse público da instituição, certo de que este sempre deve prevalecer sobre projetos e interesses pessoais”. O diretor do Departamento de Consultoria, Gustavo Leonardo Maia Pereira, também pediu demissão.

Confira:

Lista tríplice
A Anafe protocolou nesta quinta-feira (3/5) uma lista com três sugestões de nomes para ocupar o cargo de procurador-geral federal. O posto está vago desde a última semana de abril, quando, de uma vez só, Grace afastou dois integrantes do alto escalão.

Os escolhidos em votação aberta são os procuradores federais Thirzzia Guimarães de Carvalho, Vilson Marcelo Malchow Vedana e Elvis Gallera Garcia. Os representantes da entidade não foram recebidos pela advogada-geral. A AGU não informou se a lista de indicações será acatada — o cargo é de livre nomeação e exoneração.

Conforme pontuou o presidente da Anafe, Marcelino Rodrigues, a entrega do documento é importante para “assegurar que não haja indicações com comprometimento pessoal aos cargos de chefia da AGU”. E completou: “Nós, enquanto membros das carreiras, defendemos que a instituição desempenhe plenamente seu papel de função essencial à Justiça em benefício da sociedade como um todo, não havendo espaço para atos em defesa de interesses particulares”.

Segundo informou a assessoria de imprensa da AGU, em nota, “as mudanças foram realizadas com a perspectiva de melhorar o desempenho nas respectivas áreas e dar oportunidade para que outros membros da carreira contribuam com a gestão”.

 

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