“Briga” de Weverton e Gómez pode ter sido simulação para enganar o Fla

Seria uma artimanha instruída por Abel Ferreira, semelhante a do vizinho inexistente, que, a princípio, 100% da mídia brasileira acreditou

atualizado 27/11/2021 7:01

Washington Alves - Pool/Getty Images

No final de semana passado, chamou a atenção uma discussão entre o goleiro Weverton e o zagueiro Gustavo Gómez, durante o jogo em que o Palmeiras perdeu para o Fortaleza. Aquela briga passou a impressão de que o ambiente no Palestra estava – e talvez ainda esteja – meio conturbado. Não haveria  harmonia no vestiário.

Os comentaristas esportivos logo começaram a comparar com o ambiente do Flamengo, que – apesar da eterna pressão sofrida pelo técnico Renato Gaúcho – parece ser muito menos tenso. Aparentemente, há um clima de camaradagem entre os jogadores, sejam titulares ou reservas.

De fato, não parecia nada bom para o Palmeiras, a uma semana da decisão da Copa Libertadores, ter de conviver com esse tipo de conflito, ainda mais quando ele acontece publicamente, como foi a acalorada discussão entre Weverton e Gómez.

Mas agora começou a circular uma outra teoria. Tudo teria sido uma “simulação estratégica”, apenas para os flamenguistas se encherem de confiança (imaginando que o rival está emocionalmente desestruturado) e relaxarem um pouco para o confronto final deste sábado em Montevidéu.

Lógico que o elenco do Flamengo, composto em sua maioria por jogadores rodados, experientes, com passagens em grandes times da Europa, não cairia numa “armação” como essa. Mas o fato é que o técnico Abel Ferreira é um sujeito estratégico, que pensa nos mínimos detalhes antes, durante e até depois  de um jogo importante.

O treinador português protagonizou, por exemplo, um episódio curioso na semifinal da Libertadores, quando – contrariando a previsão de todos os palpiteiros – conseguiu dinamitar o favoritismo do Atlético-MG. E soltou essa depois da partida:

“Quando apontei para a câmera, não foi pra nenhum jogador ou o treinador do Atlético. Tenho um vizinho que mora no meu prédio que é um chato. Foi diretamente ao meu vizinho, porque quem manda na minha casa sou eu. Está calado! Quem trabalha dentro do CT sou eu e meus jogadores. Defendo meus jogadores porque são meus nas vitórias e derrotas. Ao meu vizinho, xiu”,  esbravejou o técnico.

Pois bem, a mídia acreditou, mas esse vizinho nunca existiu. Foi um recado para os comentaristas que davam como certa a eliminação do Palmeiras na semifinal.

Se a hipotética estratégia do Palmeiras vai funcionar na finalíssima de hoje, isso ninguém pode prever. Entretanto, é bom ficar sempre atento aos movimentos de Abel Ferreira para tentar descobrir qual é “a última do português”.

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