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Fabio Serapião

MPSP: auditor tinha certificado digital da Ultrafarma no computador

Operação do MPSP mira dono da Ultrafarma, executivo da Fast Shop e auditor fiscal investigados por fraude fiscal

atualizado

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Divulgação/Ultrafarma
O empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma
1 de 1 O empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma - Foto: Divulgação/Ultrafarma

A investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que levou à operação deflagrada na manhã desta terça-feira (12/8) contra o dono da rede Ultrafarma e um executivo da Fast Shop por fraudes tributárias também mira um auditor fiscal que, segundo o órgão, tinha até um certificado digital da farmacêutica.

Documentos da operação aos quais a coluna teve acesso mostram como Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal da Receita Estadual, utilizava seu posto para atuar em benefícios das empresas por meio de uma “assessoria tributária criminosa”, segundo o MPSP.

Como mostrou a coluna, o Ministério Público aponta que durante a investigação foi constatado que Artur trocou pelo menos 174 e-mails sobre benefícios para a farmacêutica somente no anos de 2024

O MP paulista afirma o auditor tinha o certificado digital da Ultrafarma instalado em seu computador, “indicando de forma clara que inclusive realiza, pessoalmente, requerimentos da empresa junto à Sefaz”.

Imagem colorida mostra a fachada do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) - Metrópoles
Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP)

“Valendo-se do elevado cargo que ocupa na Secretaria da Fazenda, recebe propina da Fast Shop e de outras grandes empresas para beneficiá-las das mais diversas formas em procedimentos fiscais relativos ao ressarcimento de ICMS. Faz orientações, compila documentos, defere os créditos, bem como a cessão destes para outras pessoas jurídicas, confere celeridade à análise daquelas empresas que lhe pagam propina etc”, afirma o documento.

As ações da operação foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Além de Artur, também foram alvos o dono da rede Ultrafarma, Sidney Oliveira, e Mário Otávio Gomes, executivo da Fast Shop.

Juntamente com Artur, eles tiveram decretada prisão temporária.

Além das prisões, a corporação também cumpre diversos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais dos investigados e nas sedes das empresas supostamente envolvidas no esquema.

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