Fábia Oliveira

Redução de altura: cirurgia de Rico Melquiades gera alerta médico

Procedimento pode deixar paciente meses sem andar, com recuperação longa e reabilitação intensiva

atualizado

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1 de 1 rico-melquiades-detalha-cirurgia-intima-ficar-mais-apertado (2) - Foto: Reprodução/Internet.

A decisão do influenciador Rico Melquiades de se submeter a uma cirurgia para reduzir a própria altura chamou atenção nas redes sociais e trouxe à tona um procedimento ainda pouco comum na ortopedia.

Diferente das técnicas mais conhecidas de aumento de estatura, a cirurgia de redução envolve alterações estruturais complexas nos ossos das pernas.

Como funciona

O procedimento consiste na retirada de segmentos do fêmur, da tíbia ou de ambos, por meio de cortes cirúrgicos conhecidos como osteotomias. Após essa etapa, é feita a fixação com placas ou hastes, garantindo estabilidade durante o processo de consolidação óssea.

Segundo a ortopedista Juliana Munhoz, trata-se de uma intervenção de alta complexidade, que exige planejamento rigoroso para evitar complicações e preservar a funcionalidade dos membros.

“É uma cirurgia que envolve cortes nos ossos longos e uma reconstrução completa da estrutura. O grande desafio é manter o alinhamento correto das pernas, preservar nervos e músculos e não comprometer a biomecânica do corpo.”

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Após mais de 10 cirurgias, Rico Melquiades passa por nova remodelação corporal
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Após mais de 10 cirurgias, Rico Melquiades passa por nova remodelação corporal

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Pedro França/Agência Senado

Recuperação delicada

O pós-operatório também apresenta impacto significativo. Diferentemente de outros procedimentos estéticos, a recuperação tende a ser prolongada e exige um período extenso de imobilidade. Em alguns casos, o paciente pode permanecer meses sem andar até que ocorra a cicatrização completa do osso.

“Estamos falando de uma recuperação que pode chegar a seis meses sem apoio para garantir a consolidação óssea. Depois disso, ainda há todo um processo de reabilitação muscular e funcional, fundamental para que o paciente volte a andar com segurança”, explica a especialista.

Além do tempo de recuperação, a cirurgia pode provocar mudanças relevantes no funcionamento do corpo. Alterações no comprimento dos membros afetam diretamente a forma de caminhar, a distribuição de peso e o equilíbrio.

“Qualquer alteração no tamanho dos ossos das pernas interfere na biomecânica. Isso pode afetar músculos, ligamentos e até o padrão da marcha. Por isso, a fisioterapia intensiva é indispensável para recuperar força, mobilidade e estabilidade”, afirma Juliana.

Possíveis complicações

Entre as possíveis complicações estão o atraso na consolidação óssea, a não cicatrização, a rigidez articular e desalinhamentos. Esses riscos reforçam a necessidade de acompanhamento médico constante ao longo de todo o processo.

Apesar de ser tecnicamente viável, o procedimento ainda é pouco estudado, principalmente quando realizado com finalidade estética. Para a especialista, a indicação deve ser feita com cautela.

“A gente ainda tem poucos dados de longo prazo sobre esse tipo de procedimento. É importante entender como isso pode impactar o paciente daqui a 10 ou 15 anos. Quando a motivação é estética, a avaliação precisa ser ainda mais criteriosa, envolvendo uma equipe multidisciplinar.”

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