
Fábia OliveiraColunas

Dougllas Fernanddo revela medo de novos ataques após Neiff levar tiro
Com exclusividade à coluna, o cantor desabafou sobre o impacto psicológico causado pela tentativa de homicídio contra o “Rei do Brega Funk”
atualizado
Compartilhar notícia

O clima de insegurança no meio artístico ganhou um novo capítulo na última segunda-feira (11/5). O cantor e influenciador pernambucano, Dougllas Fernanddo, em entrevista exclusiva à coluna Fábia Oliveira desabafou sobre o impacto psicológico causado pela tentativa de homicídio contra o “Rei do Brega Funk”, Anderson Neiff, que foi baleado em São Paulo no final de abril.
Dougllas abriu o coração sobre o pânico que tomou conta de sua rotina após o atentado ao colega. O artista confessou que, embora mantenha seus compromissos profissionais, desenvolveu um bloqueio real em relação a apresentações fora de seu estado natal, Pernambuco.
“Meu maior medo é partir antes dos meus pais. Por isso que eu ando com seguranças, independente de ser grande ou pequeno, eu zelo pela minha vida”, desabafou o artista.
O receio de Dougllas Fernanddo não é apenas uma reação momentânea. O cantor, que já enfrentou episódios graves de ataques de ódio e perseguição virtual no passado, já mantém um acompanhamento rigoroso com profissionais de saúde mental.
As notícias recentes sobre ataques a vans de artistas no Sudeste agravaram crises de ansiedade. Fontes próximas ao artista afirmam que a sensação é de estar sempre na mira. Para mitigar o medo, Dougllas decidiu investir ainda mais em sua equipe de segurança particular, mesmo em eventos de pequeno porte.
O caso que serviu de gatilho para Dougllas ocorreu na madrugada de 26 de abril, na Avenida Nove de Julho, em São Paulo. A van que transportava Anderson Neiff e sua equipe foi surpreendida por um atirador em uma moto, que efetuou pelo menos sete disparos contra o veículo. Neiff foi o único atingido, com ferimentos nas costas, próximo ao ombro.
O cantor precisou passar por uma cirurgia de emergência no Hospital Sírio-Libanês para a retirada de fragmentos de projétil. Na ocasião, a equipe de Neiff afirmou que foi um milagre ninguém ter morrido, já que cerca de 10 pessoas estavam no veículo. O caso segue sob investigação sigilosa pela Polícia Civil de São Paulo.
Enquanto tenta processar o trauma coletivo que atingiu a cena musical, Dougllas Fernanddo optou por concentrar sua agenda em território pernambucano. O artista afirma que estar perto da família e em locais onde já conhece a logística de segurança é a única forma de continuar trabalhando sem sucumbir ao medo.





